Radio Liberdade

Pombal, 24 de março de 2017 - 14:47

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Clemildo Brunet

Coluna Especial por Clemildo Brunet

Clemildo Brunet é Radialista. Considerado o precursor da Comunicação em Pombal. Atualmente, é Colunista em vários sites do Sertão e responsável pelo blog www.clemildo-brunet.blogspot.com



  • “Chico Cardoso e os 10 anos do Parque Cultural Rei do Baião”

    Publicado em 22/02/2017

    É totalmente impossível desassociar o Parque Cultural Rei do Baião localizado na comunidade São Francisco no município de São João do Rio do Peixe Estado da Paraíba, a distância de cinco quilômetros da cidade, de seu idealizador: Radialista, Jornalista e Advogado Francisco Alves Cardoso (Chico Cardoso), criador e apresentador a 38 anos do programa Caldeirão Político, atualmente levado ao “AR” pela Radio Oeste da Paraíba em Cajazeiras.

    Partindo dessa premissa, venho prestar minha homenagem aos dez anos do Parque Cultural Rei do Baião que tem como fator principal resgatar a memória de Luiz Gonzaga, o rei do baião e os amantes das músicas gonzagueanas.

    Exatamente no dia 24 de dezembro de 2007 foi criado o Parque Cultural O Rei do Baião, com a implantação da Galeria “Azulão Santiago”.

    A partir daquele momento a felicidade reinou naquele pedaço de terra sertaneja, que sob a orientação de uma diretoria e os olhares de Luiz Gonzaga, iniciou a implantação de obras em homenagem ao Rei do Baião e seus seguidores, visitadas pelos inúmeros fãs e reverenciadas por todos.

    O parque criado no ano de 2007 e no ano seguinte fez realizar o Iº FESMUZA – Festival de Músicas Gonzageanas tendo como local a cidade de São João do Rio do Peixe. Em 2009 houve a IIª FESMUZA, quando numa extensão maior teve a participação de vários sanfoneiros de diversas regiões e cidades do Brasil. Novamente o palco das apresentações foi a cidade de São João do Rio do Peixe.

    Em 2010, bastante estruturado o Parque Cultural Rei do Baião foi sede para a realização a IIIª FESMUZA e entre os agraciados em primeiro lugar se destacou o sanfoneiro Chico de Tereza da cidade de Cedro no estado do Ceará. Já Em 2011 o campeão do IV FESMUZA foi o cantor Estrela do Norte, de Fortaleza, Estado do Ceará.

    Em 2012 surgiu a grande revelação do FESMUZA, o garoto Cícero Paulo, da cidade de Juazeiro do Padre Cícero, ganhando o prêmio de campeão. Em 2013, Cícero Paulo foi bicampeão.

    Estrutura do Parque Cultural Rei do Baião

    A Gruta das Saudades feita de pedras pelo trabalho dos campesinos da comunidade, obra-prima do trabalho humano, a capela de São Severino dos Ramos, padroeiro do Parque, a Quadra Antônio Alcino, o Palco Abel Medeiros, Ala dos Julgadores, Jardim da Meditação, Riacho do Grotão, Espaço da Missa do Vaqueiro, Muro das Saudades, Sala dos Jornalistas, Salão dos Escritores Amigos do Caldeirão Político, Casa de Seu

    Januário, Sala Dominguinhos, Sala em homenagem a Lampião, dentre outras, são setores importantes daquela instituição de cultura.

    Para que tudo exista e funcione, é necessário o apoio de grupos amigos e admiradores de Luiz Gonzaga, que participem ativamente dessa obra cultural, atualmente uma das maiores do Nordeste.

    Este ano para celebrar os 10 dez anos de atividades e existência do Parque Cultural o Rei do Baião, a diretoria inicia nesta data uma homenagem especial a todos os colaboradores da obra, desde sua fundação em 2007.

    E para coroar com êxito o aniversário de dez anos do Parque Cultural “Rei do Baião” recebo a notícia alvissareira que o Jornalista e escritor Francisco Alves Cardoso vai lançar este ano mais uma obra literária de sua lavra. Trata-se de “GONZAGA VIVE”.

    O livro narra em primeiro plano os 10 anos de fundação do Parque Cultural O Rei do Baião, que fica localizado na fazenda São Francisco, município de São João do Rio do Peixe-PB.

    PARABÉNS CHICO CARDOSO PELOS 10 ANOS DO PARQUE CULTURAL “REI DO BAIÃO”.

    Pombal, 22 de fevereiro de 2017

    Clemildo Brunet - Radialista, Blogueiro e Escritor


  • “Os anos e a contagem do tempo...”

    Publicado em 30/12/2016

    “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” Sl. 90:12.

    Quando criança a nossa vida era um paraíso porque não tínhamos a preocupação de ver o tempo passar e isso era muito bom. Havia quem cuidasse de nós. Nossos pais davam tudo para nos proporcionar uma boa educação para que no futuro pudesse garantir o nosso sustento e daqueles que viriam depois.

    Ainda criança, alguém olha e diz: Como é novo, fofinho, uma beleza e por aí vai. De fato, a criança recebe tratamento assim. È o vigor da vida, o resplandecer do dia, a claridade do sol com toda intensidade. Assim somos nós quando criança. Não contamos os anos.

    Outra época que não vemos o tempo passar é a juventude. A primavera da vida. Os sonhos de adolescente, o despertar do amor, troca de olhares em busca da garota ou do rapaz por quem se suspira; namoro só no pensamento! Faz o apaixonado dizer: Estou namorando fulano (a), porém, era apenas flerte, movido pelo o sentimento da paixão do coração juvenil.

    Quando atingimos a fase adulta aí sim damos conta dos anos e do tempo que passa rapidamente. É hora da reflexão. Sempre nos vêm à memória a cada noite de Natal e Ano novo as doces lembranças de nossos pais, entes queridos e amigos que já não estão mais aqui.

    Nem sempre de sonhos e fantasias se vive. Neste momento da passagem de mais um ano, a nossa consciência nos desperta para refletirmos o que acontece no mundo e ao nosso derredor. Violência em todos os lugares do planeta, desentendimento entre pais e filhos e vice versa, falta de amor próprio e ao seu semelhante e assim segue...

    Uns querendo viver e lutando pela saúde, enquanto outros vendo seus sonhos destruídos e querendo encontrar motivos de tirar a própria vida. Uns trabalhando por uma causa justa e honesta e outros só maquinando o mal no intuito de acabar com quem só faz o bem.

    O nosso universo está mergulhado tanto em ações benéficas como maléficas, (mais maléficas). Neste tempo em que acontece mais uma passagem de ano, é hora de atender o convite do escritor aos Hebreus: ”Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” Hb. 4:16.

    Costumamos dizer que não somos escravos de ninguém; porém, somos escravos do tempo. No passado e no presente o homem sempre foi um escravo do tempo. Seu relógio pode parar- o tempo Não! Nós dormimos- o tempo não! O ano que vamos receber lhe chamam de novo, no entanto na contagem do tempo dentro em breve será velho para abrir espaço para o novo e assim sucessivamente; vai-se uma geração e vem outra.

    A gente sempre acha e encontra motivos para dizer que as coisas do passado eram melhores. É claro, já passamos por elas! Na verdade há uma mudança no comportamento das pessoas nos dias hodiernos. Nem de longe se podem fazer comparativos entre a juventude de hoje com as das décadas de 60, 70 e 80. Há uma diferença enorme nos costumes, moda e preferência musical.

    Quantas vezes eu pergunto. Vivo em outro mundo ou ainda é o mesmo? A resposta logo vem. O mundo está diferente no modo como vivi, ouvi e aprendi. O tempo voa, até mesmo nas transformações dos seres humanos de ontem e de hoje.

    “Geração vai e geração vem; mas a terra permanece para sempre”. Eclesiastes 1:4.
    “Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é o novo? Não! Já foi nos séculos que foram antes de nós”. Eclesiastes 1:10.

    Clemildo Brunet - Jornalista e Escritor


  • "O lado triste do Natal"

    Publicado em 22/12/2016

    A nossa coluna enfoca para nossos leitores, essa reflexão do conferencista Hermes. C. Fernandes em que ele faz uma analogia da tristeza das pessoas que tenham perdido o seu ente querido e que muitas vezes não encontram motivação para celebrar o Natal. Leia o texto abaixo:

    O lado triste do Natal
    Por Hermes C. Fernandes*

    Há algo perturbador no relato de natal feito por Mateus. Talvez muitos não tenham se detido ali, pois afinal, o nascimento de Jesus é de tal grandeza que acaba por ofuscar qualquer outro acontecimento periférico. Porém, trata-se de um genocídio perpetrado por um monarca furioso que se vê ameaçado pelo nascimento de uma criança.

    Geralmente, consideramos Estêvão o primeiro mártir da fé cristã. Porém, muito antes de ele ser apedrejado, milhares de crianças de apenas dois anos para baixo, tiveram suas vidas ceifadas sem ao menos saberem pelo que morriam. Essas, sem dúvidas, poderiam ser consideradas os primeiros mártires da fé.

    Se eu fosse católico, sugeriria que o Papa promovesse a primeira canonização coletiva e anônima. Assim como há monumentos dedicados aos soldados anônimos que morreram por sua pátria, deveria haver algum monumento àquelas inocentes crianças.

    Por que Deus não evitou aquilo? Por que não enviou anjos para avisar a todos os pais a fim de que fugissem para o Egito, como fizeram José e Maria?

    Deveríamos considerar aquela matança como ‘efeito colateral’ indesejável?
    Seria apenas para cumprir uma agenda profética, conforme lemos em Mateus 2:16-18?

    “Então se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz: Em Ramá se ouviu uma voz, Lamentação, choro e grande pranto: Raquel chorando os seus filhos, E não querendo ser consolada, porque já não existem.”

    Enquanto Maria e José viajavam incólumes pelo deserto, milhares de mulheres choravam em alta voz enchendo as ruas de um lamento jamais ouvido.

    O que aquelas crianças fizeram para ter tal destino?
    Durante a celebração natalina, muitos sofrem a ausência de familiares queridos. Aqui mesmo em casa, sentimos imensa saudade de minha sogra, falecida às vésperas do natal de 2009.

    Fiquei sobremodo sensibilizado ao ler agora a pouco, no mural do facebook de um pastor amigo um triste depoimento em que confessa que antes ele era 100%, mas que agora, após a partida de sua filhinha, ele era apenas 75%. Não consigo mensurar a dor do coração daquele pai. Ao ler isso, tive vontade de abraçá-lo e oferecer meus ombros como altar em que pudesse derramar suas lágrimas.

    Por que perdemos pessoas queridas? Nada mais antinatural do que um pai enterrar o próprio filho. Se Deus sabe o quanto dói, por que permite que aconteça?

    Como celebrar o natal com a mesma alegria de antes se a pessoa a quem tanto amamos nos deixou?

    Por isso, muitos preferem não celebrar o natal. Preferem dormir mais cedo. Recusam convites, enclausurando-se em seu mundo melancólico.

    Não me atrevo a oferecer uma resposta simples diante de tanta dor. Entretanto, gostaria de sugerir uma reflexão que, queira Deus, traga algum consolo.

    De acordo com o relato de Lucas, enquanto Jesus percorria a via-crucis, algo inusitado aconteceu:

    “E seguia-o grande multidão de povo e de mulheres, as quais batiam nos peitos, e o lamentavam. Jesus, porém, voltando-se para elas, disse: Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; chorai antes por vós mesmas, e por vossos filhos. Porque eis que hão de vir dias em que dirão: Bem-aventuradas as estéreis, e os ventres que não geraram, e os peitos que não amamentaram!” Lucas 23:27-29

    Pouco antes deste fatídico episódio, Jesus já havia alertado aos Seus contemporâneos que aquela geração estava destinada a ser receptáculo do juízo divino. Agora, mesmo trazendo nas costas uma pesada cruz, Ele interrompe a caminhada para dizer àquelas mulheres que choravam por Ele: Não é por mim que vocês deveriam estar chorando, mas por vocês mesmos e por seus filhos.

    Há choros que nos poupam de outros choros. Aquelas crianças, cujas vidas foram tão precocemente ceifadas por ocasião do nascimento de Jesus, foram poupadas da triste sina que aguardava Jerusalém ainda naquela geração. Uma tragédia as poupou de outra muito maior.

    Maria, por exemplo, foi poupada de ter seu filho morto em seus braços pela espada de Herodes, mas assistiu à Sua execução na cruz. Já lhe havia sido profetizado que uma espada lhe penetraria o coração, e isso se deu ao ver seu filho ser fincado no madeiro.

    De uma coisa podemos estar certos, aqueles que nos foram tirados estão em situação infinitamente melhor do que nós. E só Deus sabe de que teriam sido poupados, e de que nós mesmos teríamos sido poupados com a sua partida precoce.

    À luz disso, não deixemos de celebrar o natal, mesmo que isso nos traga à lembrança da dor da perda. Foi por Jesus ter sido poupado da espada de Herodes que Ele pôde cumprir toda a justiça de Deus e por fim, dar Sua vida pela redenção da criação.

    Graças a isso, um dia reencontraremos todos os que nos deixaram e juntos celebraremos uma festa que ofuscará qualquer celebração natalina.

    Feliz Natal à todos, mesmo os que não veem motivo para celebrar.

    *Hermes C. Fernandes - Conferencista, autor, formando em Psicologia, doutor em Ciência da Religião, presidente da REINA, Rede Internacional de Amigos.