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Metade da bancada da PB vota a favor da urgência da Reforma Trabalhista; proposta é rejeitada

Publicado em 19.04.2017
Metade da bancada da PB vota a favor da urgência da Reforma Trabalhista; proposta é rejeitada

O plenário da Câmara dos Deputados derrotou nesta noite de terça-feira, 18, o governo ao rejeitar um requerimento assinado por 13 líderes partidários pedindo regime de urgência para apreciação do projeto da reforma trabalhista.

A manobra daria celeridade à tramitação da proposta, mas não alcançou o número necessário para ser aprovada.

Foram 230 votos a favor, 163 contrários e uma abstenção.

Da Paraíba, metade da bancada votou com o governo Temer pela aprovação da urgência, foram eles: Efraim Filho (Sim), Hugo Motta (Sim), Aguinaldo Ribeiro (Sim), Rômulo Gouveia (Sim), Wilson Filho (Sim) e Benjamin Maranhão (Sim);

A votação foi comemorada pela oposição, que se articulou e aproveitou que menos de 400 deputados estavam presentes na sessão.

A sessão foi marcada por protestos da oposição, uma vez que a medida interromperia o prazo de apresentação de emendas na comissão especial e as propostas de alteração no projeto só poderiam ser apresentadas na votação em plenário. O líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), pediu a suspensão da votação por considerar que a não apresentação de emendas na comissão seria "desrespeitosa" com os membros do colegiado.

Questões de ordem da oposição questionando a votação da urgência foram ignoradas pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), até o início da noite, quando ele percebeu o risco de derrota para o governo. Diante da pressão da oposição, Maia propôs um acordo para manutenção do prazo de emendamento do texto substitutivo na comissão especial até quarta-feira.

Pela regra interna, as emendas nas comissões podem ser apresentadas por qualquer membro do colegiado. Até o momento foram apresentadas 882 emendas, sendo metade delas acatadas pelo relator Rogério Marinho (PSDB-RN). Para apresentar uma emenda em plenário, será preciso reunir o apoio de 103 deputados ou de líderes que representem esse número de parlamentares.

Dando como certo que sairia vitorioso minutos antes do encerramento da votação, o relator Rogério Marinho (PSDB-RN) contou que amanhã haveria uma reunião com os oposicionistas para discutir procedimentos de votação. O objetivo era impedir que a oposição obstruísse os trabalhos, uma vez que a urgência aprovada abria brecha para votação direto no plenário.

Assim que a tramitação do projeto for concluída na comissão, a proposta seguirá ao plenário. O relator espera que a votação no colegiado aconteça na terça-feira, dia 25. O presidente da Câmara disse nesta tarde de terça-feira que o projeto poderia ser votado no plenário na próxima semana mas, sem a urgência aprovada, ainda não há data para o tema entrar na pauta.

Redação com Zero Hora

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