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Pedido de renúncia de Temer une oposição e situação na Paraíba e deputados pedem ‘Diretas Já’

Publicado em 18.05.2017
Pedido de renúncia de Temer une oposição e situação na Paraíba e deputados pedem ‘Diretas Já’

O escândalo envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador Aécio na noite desta quarta-feira (17), conseguiu unir na Assembleia Legislativa da Paraíba, oposição e situação. Desde a liderança jovem do PSDB até o ‘inimigo histórico’ dos tucanos, os parlamentares pedem o afastamento do presidente e a realização de novas eleições não apenas para o executivo nacional, mas para o legislativo federal também.

O presidente da juventude do PSDB, Bruno Cunha Lima, afirmou que independente das soluções constitucionais para o afastamento de Temer (seja pelo julgamento no TSE ou por um processo de impeachment) a Constituição Federal prevê a realização de eleições indiretas, porém ele foi duro ao afirmar que a classe política brasileira não tem legitimidade para enfrentar esse processo e não cumpre a principal finalidade que é representar a sociedade.

Para Bruno, a melhor saída seria a antecipação das eleições e dissolução do congresso nacional. “O congresso não tem moral para eleger um novo presidente.

Defendo a renúncia de Temer e a juventude do PSDB já pediu a saída de Aécio (que também teve seu nome ventilado nesta quarta) da presidência nacional do partido”. Reconhecemos que há joio e trigo em todos os partidos e instituições”, disse acrescentando que o partido não pode pagar pelo erro de uma pessoa.

Já o ex-líder da oposição na Casa, Renato Gadelha (PSC), afirmou que desde o suicídio de Vargas esta é a maior crise institucional que o país vive e é preciso ter calma para uma saída. Ele concordou com Bruno ao afirmar que a Constituição prevê eleições indiretas, mas que está sem força política nem moral para fazer este tipo de procedimento. “Advogo que seja feita uma PEC de imediato dando poderes para uma eleição direta. Que o povo possa ser senhor da razão e escolha o melhor nome para dirigir a nação”, disse.

“Gostaria que ele renunciasse”, anunciou quando questionado sobre o futuro de Temer e conclamou ainda eleições diretas para o Congresso Nacional.

Governadores e deputados estaduais devem permanecer porque não participaram do que está acontecendo em Brasília”, afirmou.

Questionado sobre os elogios que fez a Temer no mesmo dia que estourou a polêmica, Gadelha disse que mantém sua posição, elogiando o que o governo vinha fazendo, porém alertou que o presidente “cometeu uma insanidade de tentar perpetuar a propina e deve ser condenado por essa imbecilidade”, disse completando que a partir de hoje, o governo de Temer desaparece e é preciso um novo governante.

Marília Domingues / Adelton Alves

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