
A Federação Chilena de Futebol apresentou, nesta terça-feira, documentos que comprovariam a nacionalidade colombiana do lateral-direito Byron Castillo, da seleção do Equador. Advogados mostraram certidões de nascimento e de batismo do atleta registradas em Tumaco, na Colômbia em 1995. As fichas oficiais do jogador mostram que ele nasceu em 1998, em General Villamil, Equador.
A Fifa investiga o caso e deve divulgar sua decisão nesta sexta-feira. A acusação feita é que o Equador escalou Castillo de maneira irregular em oito partidas das eliminatórias, devido à nacionalidade. Os chilenos seriam os mais beneficiados, caso conquistem os pontos nos jogos. Advogado que defende o Chile na ação, o brasileiro Eduardo Carlezzo diz que há material suficiente para punir a seleção equatoriana.
“Seria escandaloso se a FIFA não soubesse dessa informação. São muitas coisas. Sou advogado há quase 20 anos. São muitas coisas. Se o Equador for à Copa do Mundo, a Copa do Mundo ficará manchada”, declarou Carlezzo.
A nacionalidade de Castillo é tema no Equador desde que o lateral foi chamado para as seleções de base. Ele não jogou o Sul-Americano Sub-20 de 2017 por inconsistência nos documentos. Sua primeira convocação na seleção principal foi apenas em agosto do ano passado, após a garantia de um juizado local (veja abaixo). No entanto, na apresentação desta terça-feira, o advogado Eduardo Carlezzo levantou questionamentos.
– No documento equatoriano está escrito Byron David, e o colombiano Bayron Javier. No documento colombiano, nasceu em 1995, e no documento equatoriano, nasceu em 1998. Os pais são os mesmos, Olga e Harrison, colombianos. Se uma pessoa tem os mesmos pais, eles seriam irmãos. Então, a questão é se o Byron que está na seleção tem um irmão chamado Bayron, da Colômbia. Porque se ele tem, acabou, eu não estaria aqui. E não, ele não tem. Ele tem uma irmã – defendeu o advogado.
Os próximos passos
Mesmo com os documentos apresentados e as fortes declarações exigindo da Fifa uma posição favorável ao Chile, Eduardo Carlezzo é realista. Ele admitiu que o pouco tempo até a Copa do Mundo e a definição dos grupos atrapalha qualquer mudança no momento.
– Posso dizer com toda a certeza que se tivéssemos mais tempo, se, por exemplo, tivéssemos iniciado o caso em dezembro ou janeiro, sem ter sorteado grupos, não tenho dúvidas de que teríamos uma decisão favorável ao Chile – disse o brasileiro.
Desde o início da investigação, a Federação Equatoriana afirma que se mantém tranquila e que contribuirá com o caso. Advogado da entidade, José Massú declarou que não havia chances de punição à seleção de Byron Castillo por qualquer irregularidade ligada ao lateral.
Carlezzo reiterou que vai até a última instância. Caso haja uma decisão desfavorável ao Chile, é possível um recurso no Comitê de Apelações da Fifa e, por último, ir ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS), que estenderia o caso até perto da Copa do Mundo, em novembro.
O Equador foi o quarto colocado das eliminatórias, com 26 pontos. O Chile foi apenas o sétimo, com 19. No entanto, Castillo foi escalado nos dois jogos contra a Roja, que empatou uma e perdeu a outra partida.
Com mais cinco pontos, os chilenos iriam a 24 e teriam maior saldo que os peruanos e, assim, assumiriam o quarto lugar. Peru e Colômbia não se beneficiariam de uma possível punição aos equatorianos.
Fonte: GE
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