
O Comitê Organizador dos Jogos de Tóquio anunciou nesta quarta-feira cortes na faixa de US$ 280 milhões de dólares, mais de R$ 1,5 bilhão na cotação atual, na realização do evento. Esse valor representa uma economia em torno de 2,5% do montante inicialmente previsto. O orçamento revisto, com os adicionais gerados pelo adiamento, só deverá ser divulgado em dezembro.
No início de setembro a imprensa japonesa havia divulgado que a economia inicial deveria ser na ordem de 1,5%, com apenas 60 dos 200 itens previstos pela organização em discussão para redução de gastos. Sabe-se que se referem principalmente a itens decorativos e pequenos luxos, como festas e recepções.
Também foi citada uma “otimização do revezamento da tocha olímpica”, mas não houve esclarecimento sobre uma eventual redução do percurso ou do número de carregadores na coletiva de imprensa que se seguiu ao anúncio. Anteriormente o Comitê Olímpico Internacional (COI) havia se mostrado contra alterações tanto no revezamento quanto nas cerimônias de abertura e encerramento.
A divulgação do novo orçamento é importante porque o adiamento dos Jogos acarretou uma série de gastos imprevistos e que extrapolam a previsão original de gastos. Os organizadores precisaram renegociar a utilização das arenas de competição e, principalmente, a ocupação da Vila Olímpica, por exemplo. Os apartamentos haviam sido vendidos e já estariam em posse dos novos proprietários nas novas datas em que as Olimpíadas (23 de julho a 8 de agosto) e Paralimpíadas (24 de agosto a 5 de setembro) serão disputadas. Essas despesas devem gerar um salto no custo total dos Jogos.
Os organizadores também enfrentam desafios para o custeio do evento, uma vez que diversos patrocinadores estão temerosos em manter os investimentos prometidos, visto que a pandemia de Covid-19 ainda não está controlada e é impossível ter certeza sobre a realização do evento.
Segundo um estudo da Universidade de Oxford, os japoneses tinham divulgado um orçamento de US$ 7,3 bilhões (mais de R$ 40,3 bilhões na cotação de hoje) quando Tóquio foi eleita cidade-sede, em 2013. Com o adiamento das Olimpíadas para 2021, esse custo estaria em torno US$ 15,84 bilhões (pouco mais de R$ 88,26 bilhões). O valor é superior aos US$ 14,95 bilhões (R$ 83,3 bilhões) gastos nos Jogos de Londres 2012, até então os mais caros da história.
Fonte: Globo Esporte
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