Alguém me disse que dentro de cada ser humano existe uma gaveta de loucuras. Não podemos negar que cada um tem suas manias, teimas, cismas, paixões, caprichos, adorações, enfim, algo peculiar que compõe a originalidade de cada ser.
Acontece, porém, que apesar dessas singularidades atinentes a cada humano, isso não significa dizer que o mundo é um imenso sanatório. Existem manias que são do bem, pois quando teimamos em exercitar a solidariedade, então, esse costume demonstra algo que engrandece a existência de quem assim age. Quem é movido pela paixão de ser um facilitador da resolução de problemas, não pode ser encarado como louco.
A grande questão é que muitos vestem-se de dificultador e destruidor. Levados pela inveja e pela capacidade de crescer, atropelando semelhantes e castigando a terra, eles fazem qualquer coisa para ter acesso ao dinheiro e chegar ao poder. São alimentados pelas paixões, caprichos e manias que seguem na contramão da bondade.
O problema é que o mundo está repleto de seres dessa natureza. Desmatam florestas e enterram rios e mares. Poluem céus e águas, tudo em nome da produção de riquezas, que só servem à poucos, em detrimento de uma passiva maioria que tudo assiste e nada reclama. Mas, a natureza maltratada já sinaliza sua fúria. Não é a toa o aumento de terremotos, maremotos, furacões, tsunamis, grandes estiagens e tornados. A Santa Natura mostra sua indignação diante da insanidade do homem.
O que fazer? Para um matuto que trocava ideais comigo, numa feira-livre, só há um jeito: Deus tem que desendoidar o homem. Ou ele acorda, ou será tarde demais. É preciso fé, amor e esperança em tempos melhores, para isso, não basta pensar, temos que praticar essa mudança.
Onaldo Rocha de Queiroga
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