
Em meio ao aumento de casos causados pela variante Ômicron, a Covid-19 voltou a ser a grande preocupação para a realização das Olimpíadas de Inverno, em fevereiro. Nesta segunda, Christophe Dubi, diretor-executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), afirmou que o alto número de atletas infectados com o novo coronavírus é a sua “principal preocupação”, faltando pouco mais de um mês para a abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim 2022.
– Minha principal preocupação é o aumento do número de casos entre atletas – disse Dubi à RTS. – Obviamente, não gostamos de perder alguns atletas semanas antes das Olimpíadas, após eles se prepararem por muitos meses. Queremos organizar um evento incrível com a presença de todos os grandes atletas do mundo – completou.
Apesar da preocupação do dirigente, o Comitê Organizador dos Jogos está confiante no sucesso do evento. A garantia da realização da Olimpíada vem em meio a números crescentes de casos de coronavírus em todo o mundo, devido à variante Omicron, altamente transmissível.
– O governo chinês nos lembrou em várias ocasiões, e novamente na sexta-feira passada, que estamos avançando no combate à Covid-19. Eles estão muito confiantes. Eles montaram uma bolha sanitária extremamente sofisticada que mantém todos os participantes dentro dela. Os atletas praticamente não terão contato com o mundo exterior e farão um teste PCR todos os dias – contou Dubi.
Pequim 2022 está implementando um “sistema de gerenciamento de circuito fechado”, pelo qual os participantes só podem usar transporte dedicado para se deslocar entre os locais permitidos. Os que não estiverem totalmente vacinados terão que passar por 21 dias de quarentena para entrar no sistema, enquanto os espectadores estrangeiros foram proibidos de participar dos Jogos.
– A China optou por não viver com a Covid-19, mas erradicá-la. Em Tóquio, depois de duas semanas lá, poderíamos sair da bolha da saúde, o que poderia representar um risco, já que havia uma prevalência bastante alta do vírus no Japão. Em Pequim, ficaremos entre nós na bolha, sem saída, o que é muito melhor do ponto de vista da saúde e segurança dos atletas – finalizou Christophe Dubi.
Fonte: GE
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