
Desde 2009, há pelo menos 13 assassinatos em que os integrantes do chamado “Escritório do Crime” são suspeitos de participação. Só em 2 deles houve denúncia por parte do Ministério Público. Justamente as duas execuções que levaram à prisão de parte do grupo, na manhã da última terça-feira (30).
Segundo investigadores, pode ser o início do caminho para levar à solução de muitos outros casos que assombram o Rio de Janeiro há mais de uma década — e que tiveram investigação impulsionada por outro crime de repercussão mundial, as execuções de Marielle Franco e Anderson Gomes, em 14 de março de 2018 (entenda a ligação abaixo).
O modo de agir do grupo de matadores sempre foi o mesmo: uso de armas de guerra em ações sob encomenda, que chamam a atenção pela brutalidade. Além disso, investigadores perceberam que parecia haver uma rede de proteção que sempre evitou que se chegasse aos integrantes da quadrilha.
Escritório do Crime cobrava até R$ 1,5 milhão por assassinato e usava drones para vigiar alvos, diz polícia
Assassinato em Ipanema, em 2009
É praticamente impossível saber quando o grupo começou a se formar, mas uma das mortes com participação da quadrilha investigada remonta ao ano de 2009.
Em 28 de janeiro daquele ano, o pecuarista Rogério Mesquita, de 54 anos, tomava um suco numa lanchonete na esquina das ruas Maria Quitéria e Visconde de Pirajá, em Ipanema, na Zona Sul do Rio. Era meio-dia quando uma moto preta se aproximou, um homem desceu e disparou três vezes. Voltou para a moto e sumiu. Jamais foi encontrado.
Na véspera de ser morto, Mesquita prestou depoimento na Delegacia de Homicídios. Lá, disse que estava sendo ameaçado. Detalhou que seu nome estava numa lista de sete pessoas marcadas para morrer. E que todas seriam assassinadas por um grupo de pistoleiros de Jacarepaguá, que matava por encomenda.
Fonte: G1