
A Comissão de Ética da Fifa arquivou o caso que estava aberto sobre Gianni Infantino. O presidente da entidade passava por uma “investigação preliminar” pelo comitê independente. Ele ainda encara processo penal na Suíça por supostas negociações com o procurador-geral do país, Michael Lauber. Nesta quarta-feira, a Fifa também afirmou que a crise gerada pela pandemia de coronavírus terá efeitos “relativamente mínimos” nas receitas da instituição.
A auditoria sobre a conduta de Infantino foi aberta em 3 de agosto, após a Justiça da Suíça abrir um processo criminal contra o executivo por abuso de autoridade, violação do sigilo de função e obstrução da ação criminal. No entanto, o presidente do comitê de investigação afirmou não ter encontrado indícios de irregularidade.
– Após examinar a documentação e as evidências pertinentes, o presidente da câmara de investigação decidiu protocolar a denúncia e encerrar o caso devido à evidente falta de um caso prima facie sobre qualquer alegada violação ao Código de Ética da Fifa – divulgou a entidade.
O caso envolve também o procurador-geral da Suíça, Michael Lauber. De acordo com Stefan Keller, procurador destacado para examinar as denúncias, encontrou indícios de conduta criminal nas reuniões entre os dois. Os envolvidos negaram qualquer irregularidade, e a Fifa declarou não existir razão para a investigação.
Efeito financeiro da pandemia
Em relatório divulgado nesta quarta-feira, a entidade máxima do futebol afirma que a crise gerada pela pandemia de coronavírus terá pouco impacto em suas receitas. Apesar da interrupção dos campeonatos, o que diminuiu os reflexos foram as vendas de direitos comerciais. Para o período entre 2019 e 2022, a Fifa prevê resultado positivo de 83 milhões de euros (aproximadamente R$ 545 milhões).
A federação ainda espera que, no mesmo período, as receitas diminuam em mais de 168 milhões de euros (mais de R$ 1,1 bilhão). No entanto, segundo a Fifa, essa queda será compensada pelo aumento de outras receitas que serão superiores à previsão inicial.
O relatório informa que, apesar da pandemia de Covid-19, a Fifa não pretende fazer alterações em investimentos planejados inicialmente. Dessa forma, a entidade confirma um montante de 420 milhões de euros (cerca de R$ 2,75 bilhões) será aplicado no futebol feminino. Para o período de 2019 a 2022, o total chega a € 840 milhões (R$ 5,5 bilhões).
Fonte: Globo Esporte