
O procurador Galdino Augusto Coelho Bordallo entrou nesta segunda-feira com recurso na 19ª Câmara Cível do Tribuinal de Justiça do Rio de Janeiro pedindo a revisão da decisão que anulou a sentença de primeira instância que determinava uma intervenção na CBF.
No dia 2 de agosto, o desembargador Luiz Umpierre de Mello Serra cassou a liminar da 2ª Vara Cível da Barra da Tijuca que nomeou como interventores da CBF o presidente do Flamengo, Rodolfo Landim, e o presidente da Federação Paulista de Futebol, Reinaldo Carneiro Bastos.
Ele concedeu um efeito suspensivo na ocasião aos advogados da CBF, minutos depois de os interventores chegarem à sede da entidade para assumirem os cargos.
No despacho desta segunda, Galdino Augusto Coelho Bordallo, titular da 11ª Procuradoria de Justiça de Tutela Coletiva, pede para ser mantida a decisão de primeira instância. Com a decisão do Ministério Público, o caso deverá ser votado pelos outros dois desembargadores da 19ª Câmara Cível até o próximo mês.
Atualmente, a CBF é comandada pelo paraense Antonio Carlos Nunes, o Coronel Nunes. Ele assumiu o cargo em junho após Rogério Caboclo ter sido afastado. Ele é acusado por uma funcionária da CBF de assédio sexual e assédio moral. Caboclo nega.
A investigação da Comissão de Ética sobre a conduta do dirigente deverá ser encerrada neste mês. Ele corre risco de ser banido do futebol, caso os integrantes da assembleia geral o considere culpado.
Na semana passada, a Justiça determinou medidas cautelares contra Caboclo: ele não pode ir à sede da CBF nem tentar contato com testemunhas do caso – quatro diretores da CBF e duas ex-funcionárias. Essa decisão é válida até o dia 26 de agosto, data para a qual foi marcada a primeira audiência do caso.
A Justiça também entendeu serem válidas as gravações feitas pela funcionária e anexadas à investigação do MP. Um dos áudios foi revelado pelo “Fantástico” no dia 6 de junho. Numa conversa na sala da presidência da CBF, Rogério Caboclo pergunta à funcionária se ela “se masturba?”
Fonte: GE
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