
Para quem esperava o Fluminense favorito, pelo que jogou e a boa vantagem que construiu no Rio de Janeiro, o Olimpia mostrou que Libertadores não se ganha de véspera. O Tricolor não foi ao Defensores del Chaco para jogar, se retrancou durante os 90 minutos e foi castigado pelos paraguaios, que ganharam por 2 a 0 com gols de Recalde e Paiva. Placar que reverteu a desvantagem e levou a disputa para os pênaltis, onde o goleiro Olveira, que é reserva, virou herói. Enquanto Willian Bigode e Felipe Melo pararam no goleiro, o “Rei de Copas” converteu todas as quatro cobranças e segue para a fase de grupos, em busca de sua quarto título. Eliminados, os brasileiros vão para a Sul-Americana.
O Fluminense entrou para se defender e conseguiu segurar o Olimpia na maior parte do tempo. Os paraguaios tiveram duas chances de gol: uma com Gamarra, aos 18, e outra aos 35 com Recalde, que abriu o placar na temida bola aérea após assistência de Silva nas costas de Cris Silva. O Tricolor teve muitos contra-ataques, mas poucos levaram perigo. O time só conseguiu sua primeira e única chance de gol aos 41, em chute de Cano que Olveira espalmou.
O Fluminense voltou da mesma forma para a etapa final, parecia satisfeito. E o Olimpia, embora não criasse muitas chances (teve só uma com perigo com Salcedo aos 13, pegando sobra da entrada da área), mantinha a bola no campo de ataque, à espera de um erro da marcação tricolor. Erro que aconteceu aos 34 minutos, quando Nino vacilou feio, errou um passe e armou o contra-ataque. Para não sofrer o segundo gol, o zagueiro fez a falta e foi expulso. Com um a mais, a blitz que não existia do Olimpia apareceu, e o gol do 2 a 0 veio com Paiva aos 43. E três minutos depois, David Braz salvou em cima da linha o que seria o terceiro gol. Mas o emocional já estava abalado, e fez toda diferença na disputa de pênaltis. Até os cascudos Willian Bigode e Felipe Melo perderam.
O Olimpia confirmou a fama de algoz do Fluminense. O time paraguaio já havia eliminado o Tricolor na Libertadores de 2013 e volta a repetir a dose nove anos depois. No retrospecto geral do confronto, os paraguaios somam duas vitórias, um empate e uma derrota.
Os jogadores do Fluminense saíram na bronca com a arbitragem por um gol anulado de David Braz no início do jogo, quando o placar ainda estava 0 a 0. Após cruzamento, a defesa paraguaia afastou, e a bola bateu no zagueiro tricolor. O árbitro chileno Roberto Tobar assinalou toque de mão no lance, para revolta do camisa 44: “O árbitro foi muito infeliz de anular um gol legítimo, no qual não pegou no meu braço, pegou no meu peito. Todo mundo viu, uma vergonha o que ele fez”.
O Fluminense agora se junta a Atlético-GO, Santos, Ceará, Internacional, São Paulo e Cuiabá na Copa Sul-Americana.O sorteio da fase de grupos acontece no dia 25 de março, junto com a Libertadores.
Fonte: GE
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