
Dois meses após a morte de Maradona, detalhes sobre suas últimas horas em vida foram revelados por uma das cozinheiras que trabalhavam na casa em que o ídolo argentino estava internado.
Em entrevista ao canal argentino América, Romina Milagros Rodríguez, revelou que na fatídica manhã em que Maradona teve uma parada cardíaca, chegaram a pedir para que ela ajudasse a reanima-lo fazendo respiração boca a boca.
– Estávamos todos tratando de revivê-lo. Estava a enfermeira e o segurança. É mentira que a psiquiatra fez as manobras de reanimação cardiovascular (RCP). Ela nem sabia como fazer. Me pediram para que eu fizesse respiração boca a boca, não podia. Era uma loucura, e isso ficou na minha cabeça por dias – disse.
Maradona morreu no dia 25 de novembro do ano passado. Romina também contou que na noite anterior ele apresentava estar cansado e sem fome.
– Essa noite ele não queria comer.
E concluiu:
– Para mim, ele deu um fim a tudo. Se começamos a falar sobre ele, ele era de fazer milagres, poderia estar vivo. Para mim, estava cansado.
O Ministério Público Argentino investiga a morte de Maradona para descobrir se houve negligência, imperícia e imprudência. Um dos principais investigados é o médico neurocirurgião, Leopoldo Luque, que nos últimos ficou conhecido como “médico particular de Maradona”.
Neste fim de semana vazaram áudios e mensagens de Luque em conversas por whatsapp com a psiquiatra Agustina Cosachov, também investigada pelo MP, e com sócios do neurocirurgião.
Luque não estava na casa quando Maradona sofre uma parada cardiorrespiratória. Ao ser informado do que estava acontecendo, é ele quem aciona o serviço de emergência pedindo que uma ambulância se dirija à casa e em seguida manda uma mensagem para um dos seus sócios.
“Estou a caminho já. Parece que está morto. Sério, está morto”.
Em seguida manda outra mensagem.
“Sim, parece que sofreu uma parada cardiorrespiratória e o gordo vai acabar morrendo. Não tenho ideia do que fez. Estou indo para lá”.
Nesse momento, a psiquiatra que estava na casa, manda uma mensagem para Luque.
“Agora está com a equipe da ambulância e eles estão tentando reanimá-lo, entubando ele. Mas ficamos 10, 15 minutos tentando reanimá-lo porque a ambulância não chegava”.
Minutos mais tarde Leopoldo Luque tenta tranquilizar a psiquiatra.
“Tranquila. Tente se acalmar. Isso é assim, é assim. É um paciente complexo, e bom, vai acontecer o que tem que acontecer. Nós estaremos aqui para te apoiar no que vier”.
Luque e Cosachov podem ser indiciados por homicídio culposo, por serem os responsáveis da internação e do tratamento de Maradona. A má conduta investigada pelos promotores se refere ao fato de que a casa usada como internação domiciliar não contava com desfibrilador, tanque de oxigênio e que na equipe médica não havia a presença de um cardiologista.
Fonte: GE
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