
Um dia depois da morte de Taylor Hawkins, baterista do Foo Fighters, em um hotel em Bogotá, o jornal colombiano “El Tiempo” informou que um “relatório reservado” entregue à Fiscalía General de la Nación (órgão equivalente à Procuradora Geral da União, no Brasil) mostrou que havia drogas na suíte em que o artista estava. De acordo com o documento, não haveria sinais de violência no quarto.
Em reportagem publicada neste sábado (26), o jornal cita ainda um relatório preliminar da polícia da Colômbia, que atesta: “A causa da morte ainda não foi apurada, […] a morte pode estar associada ao consumo de entorpecentes”.
Horas depois, a agência AFP informou que os investigadores apresentaram o exame toxicológico de urina praticado no corpo de Taylor Hawkins. Segundo a AFP, “foram encontrados preliminarmente 10 tipos de substâncias, entre elas THC (maconha), antidepressivos tricíclicos, benzodiazepínicos e opioides”, mas não há ainda uma conclusão de que essas substâncias teriam causado a morte do músico.
Também neste sábado, a Secretaria Distrital de Saúde de Bogotá informou que o artista se queixou de dores no peito antes de morrer. Em nota, o órgão disse que uma ambulância chegou a ser enviada ao hotel, mas o músico não respondeu às manobras de reanimação.
Hawkins, que tinha 50 anos, iria tocar com o Foo Fighters neste domingo (27) no Lollapalooza, em São Paulo. O show foi cancelado.
Até a última atualização desta reportagem, a causa da morte do baterista não havia sido anunciada. Todos os integrantes da banda, que é liderada pelo cantor e guitarrista Dave Grohl, estavam hospedados na capital colombiana, onde fariam uma apresentação.
Com o cancelamento, a previsão era a de que os outros integrantes do grupo viajassem para Los Angeles, nos Estados Unidos, na tarde deste sábado.
O comunicado postado pela Secretaria de Saúde de Bogotá no Twitter diz:
“O Centro de Controle de Emergências e Urgências recebeu uma notificação sobre um paciente com dor no peito em um hotel localizado no norte da cidade. Uma ambulância foi enviada para atender o caso”.
“Porém, no momento da chegada das equipes da Secretaria de Saúde, já havia uma ambulância da empresa EMI [companhia colombiana que atua na área de saúde]. A profissional de saúde que atendeu a emergência realizou as respectivas manobras de reanimação; porém não houve resposta, e o paciente foi declarado morto”.
A notícia da morte de Hawkins foi confirmada pelo Foo Fighters nesta sexta-feira (25) por meio de um comunicado:
“A família Foo Fighters está devastada pela perda trágica e prematura de nosso amado Taylor Hawkins. Seu espírito musical e risada contagiante viverão com todos nós para sempre. Nossos corações estão com sua esposa, filhos e família, e pedimos que sua privacidade seja tratada com o maior respeito neste momento inimaginavelmente difícil”.
O baterista se juntou ao grupo em 1997, depois de dois anos atuando como baterista de Alanis Morissette. Ao longo da carreira, enquanto o Foo Fighters interrompia temporariamente gravações e turnês, o músico participou de outros projetos, como Taylor Hawkins and the Coattail Riders, no qual tocava bateria e cantava, a banda de covers Chevy Metal.
Atualmente, ele formava o NHC, uma superbanda que teve início durante a pandemia, com Dave Navarro e Chris Chaney, do Jane’s Addiction. Em 2021, Hawkins e seus companheiros de Foo Fighters foram incluídos ao Hall da Fama do Rock and Roll.
Fonte: G1
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