Os famosos “Orelhões” finalmente deixarão de existir. Símbolo de uma época agora serão retirados definitivamente das ruas.
A decisão, da Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL), acontece em nível nacional pela sua falta de uso e serventia, já que hoje o celular é um equipamento moderno e em uso constante.
Na cidade de Pombal alguns desses aparelhos ainda podem ser encontrados, porém em desuso ou apenas ocupando espaço sem utilidade nenhuma.
A reportagem conseguiu localizar alguns, a exemplo do que ainda existe no Hospital Regional de Pombal (foto)
Em contato com pessoas que prestaram relevantes serviços de manutenção, como terceirizados a empresa OI, a retirada começa agora porque, no ano passado, acabaram as concessões do serviço de telefonia fixa das cinco empresas responsáveis pelos aparelhos no Brasil.
No entanto a extinção dos aparelhos não será imediata em todos os locais, porém neste mês de janeiro, começa a remoção em massa de carcaças e aparelhos desativados.
Os orelhões só devem ser mantidos em cidades onde ainda não há rede de celular disponível, mas até 2028.
Para alguns algo que já deveria ter ocorrido, já para outros, uma despedida aos equipamentos que durante décadas foram essenciais para a comunicação, especialmente entre os anos 1970 e o começo dos anos 2000.
Facilitavam contatos urgentes, ajudavam a construir histórias, serviam como ponto de encontro e, muitas vezes, eram o único meio de falar com alguém fora de casa.
Quem não lembra do clássico “chamada a cobrar”, que muita gente esperava ansiosa até cair a ficha — literalmente — para completar a ligação.
Se para Pombal e sua gente foi importante, as novas gerações poucos sabem da sua funcionalidade, principalmente o formato como justificativo funcional: a qualidade acústica.
Quem viveu essa época sabe que os famosos orelhões, telefones públicos que chegaram a ser um símbolo nacional, também foram muito usados em tantos momentos na vida social de Pombal.

Marcelino Neto