
Mais de 50 pessoas morreram em 24 horas de combates entre separatistas de Nagorno Karabakh, apoiados pela Armênia, e as tropas do Azerbaijão, de acordo com balanços anunciados nesta segunda-feira (28), em meio aos temores da explosão de uma guerra aberta entre Baku e Yerevan.
Os combates que começaram no domingo, os mais violentos desde 2016, provocaram inquietação internacional e levaram ONU, Rússia, França e Estados Unidos a pedir um cessar-fogo imediato.
Em nota, o Ministério de Relações Exteriores do Brasil afirmou lamentar “profundamente a perda de vidas humanas dos dois lados” e pediu um fim das hostilidades.
Turquia apoia Azerbaijão
A Turquia anunciou apoio total ao Azerbaijão, o que levou a Armênia a acusar o país de interferência política e militar no conflito.
O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, afirmou que escalada de combates é “muito preocupante” e que “nenhuma interferência externa é aceitável”.
O ministério da Defesa de Nagorno Karabak, província separatista do Azerbaijão habitada em sua maioria por armênios, anunciou nesta segunda-feira a morte de 28 soldados, o que eleva a 55 o número de baixas militares da região desde o início das hostilidades.
Cinco civis azeris e dois civis armênios de Karabakh também faleceram.
O Azerbaijão perdeu o controle de Nagorno Karabakh após o colapso da União Soviética e depois de uma guerra que deixou 30 mil mortos, concluída com um cessar-fogo assinado em 1994.
Mais mortos?
Até o momento, o Azerbaijão não anunciou eventuais baixas militares.
O balanço pode ser mais grave, no entanto, já que os dois lados afirmam ter infligido centenas de baixas ao adversário, divulgando em particular imagens de blindados destruídos.
Baku afirma ter matado 550 soldados inimigos e Yerevan alega ter eliminado mais de 200.
O ministério da Defesa de Nagorno Karabakh anunciou que reconquistou posições perdidas no domingo.
Ao mesmo tempo, o Azerbaijão afirmou que conquistou mais territórios.