
Desde o fim de janeiro, Alexandre Campello é o presidente do Vasco. Entretanto, as eleições ainda não tiveram um ponto final. Após perícia no disco rígido do computador do clube, foi constatado que 335 sócios participaram ilegalmente da votação.
O HD, que contém informações das pessoas que se associaram desde 2015, passou por perícia no Instituto de Criminalística da polícia do Rio e foi encaminhado ao Juizado do Torcedor. Nele, há informações de mais de 5 mil sócios do Vasco. Deste número, mais de 300 se associaram após agosto de 2016, o período limite para participar do pleito.
Em entrevista à reportagem o promotor Marcos Kac, do Ministério Público do Rio de Janeiro, não descartou anulação da eleição presidencial do Vasco.
Essa hipótese, ela não é descartada. O que o Gadest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor) trata, é da parte criminal, e eventualmente da parte cível, no que se refere às ações civis públicas. Nesse sentido, o Gadest vai adotar as medidas pertinentes. E, se houver necessidade de remessa desse material para que haja a adoção de outras medidas, isso será feito prontamente”, disse.
De acordo com a perícia, o ex-diretor de informática do Vasco, durante a gestão do ex-presidente Eurico Miranda, Sérgio Murilo Paranhos, alterou as datas de associação de sócios. Por conta disso, ele foi indiciado por estelionato e falsidade ideológica.
Fonte: Esporte Interativo