
Rui Costa foi o executivo do Grêmio contratado por Fábio Koff para implementar o modelo de futebol mais barato, com revelações e contratações cirúrgicas. O modelo gremista que levou ao superávit nas últimas quatro temporadas, ao título da Libertadores e à capacidade de descobrir jogadores convocados para a seleção brasileira como Arthur, Éverton Cebolinha, Matheus Henrique e Luan.
Depois do acidente de Medellín, assumiu a Chapecoense devastada e, mais tarde, campeã catarinense e classificada em nono lugar. Passou pelo Athletico Paranaense, campeão da Copa Sul-Americana e ficou perto de um ano no Atlético Mineiro, de onde saiu em fevereiro. Ou seja, sempre trabalhou com orçamentos médios ou pequenos.
É o que faz com que julgue que alguns clubes grandes passarão a trabalhar com orçamentos de médios e médios como pequenos. “A perda de receitas já se confirmou”, diz Rui Costa.
A arma que identifica como fundamental para o novo período é a honestidade. Dizer a verdade para as torcidas, apresentar prazos para recuperar a força: “Vai ser necessário um choque de honestidade. As estratégias precisarão ser repensadas, mas as cobranças por resultados serão as mesmas. Nenhum dirigente vem a público dizer que não vai disputar títulos. É esse o choque de honestidade que menciono. Será claro deixar claro quais as pretensões para o restante da temporada ou próximas temporadas, dentro de um cenário de possibilidades concretas.”
No retorno, é provável que poucos times se mantenham com estrutura suficiente para sonhar com troféus. Flamengo, Palmeiras, Grêmio… As grandes camisas podem criar novidades, especialmente nos torneios estaduais. Difícil pensar diferente quando voltar o Brasileiro por pontos corridos.
Fonte: Blog PVC/Globo Esporte