
Juízes federais realizaram nesta quinta-feira (15) uma mobilização nacional pela manutenção do auxílio-moradia. Está previsto para a próxima quinta (22) o julgamento de uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o direito da categoria de receber o benefício, com valores de até R$ 4,3 mil mensais.
Em ao menos 17 estados e no Distrito Federal a mobilização afetou o atendimento na Justiça Federal. Em oito, houve paralisação: Alagoas, Distrito Federal, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Sergipe, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Em outros dez, juízes fizeram atos: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Minas Gerais, Santa Catarina, Pará, Rio Grande do Sul, São Paulo.
O movimento causou o cancelamento de audiências em 699 (44%) das 1.577 varas da Justiça trabalhista, segundo a associação da carreira.
A Associação de Juízes Federais (Ajufe) pediu ao relator da ação, ministro Luiz Fux, que o julgamento sobre o auxílio-moradia fosse adiado. A Ajufe alegou que o processo ainda não está pronto para decisão, porque falta a manifestação da própria entidade, que defende a manutenção do benefício.
Em setembro de 2014, Fux concedeu decisão liminar (provisória) assegurando o direito ao auxílio-moradia a todos os juízes federais em atividade no país.
Atualmente um juiz federal substituto inicia a carreira com salário de R$ 27,5 mil brutos. Juízes e procuradores reclamam de perda do poder de compra de 40% desde 2005, sob o argumento de que a Constituição prevê uma revisão salarial todo ano. Eles querem a aprovação de um aumento de pelo menos 16,8%, proposto em 2015, mas até hoje parado no Congresso.
Fonte: G1