Lembranças nos fazem viajar no tempo. Quem não tem lembranças? Todos tem. Agora sou Daqueles que só recorro as boas lembranças, as quais são bem vindas, pois, as ruins não possuem espaço algum no meu âmago.
Quando ando pelas estradas das lembranças, recordo-me de muitas coisas boas já vividas, e, não importa o tempo, mas sim que nos proporcionaram instantes de felicidade. Elas, as lembranças, de vez em quando nos levam a um tempo vivido com meus avós Antônio e Raimunda, que nas férias escolares, na terra Pombal, nos dias de domingo, acordavam os netos bem cedo da manhã e, após o café, logo os levavam para a missa na Igreja do Rosário, que começava às sete horas, sempre eram celebradas por Padre Andrade e Padre Solon.
Terminada a missa ficávamos na Praça Getúlio Vargas, na Rua Nova. Era o momento em que nosso avô fazia a festa dos netos. Comprava chicletes, bombons, pipoca, picolé e sorvete.Mas Por volta das nove horas retornávamos para casa, colocávamos vestimentas de banho e na carroceria do caminhão do meu avô seguíamos rumo à ponte do areal, por onde ainda hoje passam as águas do Rio Piranhas. Debaixo da sombra da ponte e de ingazeiras enormes, nossa avó Raimunda montava o nosso piquenique, preparava o rubacão e o peixe. Os netos tomavam banho nas águas geladas e encantadas, isto sempre sob os olhos atentos de vovô Antônio e do tio Otoni.
O tempo pode passar levando consigo os anos que não voltam mais, todavia, existem coisas que não se apagam de nossa mente. A vida é rápida, por isso, quando hoje caio no sono me vem sempre sonhos com boas lembranças e quando acordo, como bem diz Zé Marcolino: “volto para o mundo em que estou para me alimentar da saudade”.
Liberdade PB
