Após mais de 36 horas de espera, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), finalmente autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro seja levado ao Hospital DF Star, em Brasília, para realizar exames médicos urgentes. A decisão veio somente depois que a defesa do ex-presidente apresentou laudos complementares, comprovando a necessidade dos procedimentos.
Bolsonaro sofreu uma queda na cela da Superintendência da Polícia Federal durante a madrugada de segunda para terça-feira (6 de janeiro), com ferimentos na cabeça e suspeita de traumatismo craniano. Apesar da gravidade relatada, Moraes negou inicialmente o pedido de remoção imediata, exigindo mais documentos — o que gerou críticas de atraso desnecessário no atendimento ao ex-presidente, que já tem histórico de problemas de saúde.
Somente na manhã desta quarta-feira, cerca de 36 horas após o incidente, o ministro deferiu a realização de tomografia computadorizada de crânio, ressonância magnética e eletroencefalograma. Bolsonaro será escoltado até o hospital apenas para os exames e deverá retornar imediatamente à prisão.
A demora reacende as críticas ao tratamento dado pelo STF ao ex-presidente, que cumpre pena em regime fechado desde novembro de 2025. Para aliados de Bolsonaro, a espera de mais de um dia e meio para autorizar exames básicos demonstra rigor excessivo e falta de humanidade por parte de Moraes, que acumula decisões polêmicas contra o ex-presidente e seus apoiadores.
Redação