O homem nunca deve ter medo de enfrentar as dificuldades e as intempéries postas em no seu caminho. Há um dito popular que sabiamente compara nossas vidas com a vida de um rio, ou seja, como ele, nascemos e partimos em busca de um ideal, de um sonho. O rio almeja alcançar o oceano e ao abraçá-lo com suas águas tornar-se o próprio oceano. Já o homem busca sempre o caminho à felicidade e para alcançá-la tem, como o rio, um longo trajeto.
Como o rio, é necessário percorrer trechos planos de fácil correnteza e caminhar, mas também transpor outros trechos de erosões, assoreamentos, pedras e desvios fatais. Contudo, é preciso ter coragem e fé para suplantar os percalços das trilhas. Por isso, é sempre bom lembrar o que nos ensinava Mahatma Gandhi : “de nada vale ter a fé que só consegue florescer em tempo bom. A fé, para ter algum valor, deve sobreviver à mais severa das provas”. Outro aspecto importante na hora de se transpor barreiras é sempre buscar na paciência o conselho preciso para agir. O livro sagrado – o Alcorão traz como ensinamento que Alá está com aqueles que suportam com paciência.
O rio também é paciente, assim, devemos ter paciência, pois quem tem uma razão para viver pode suportar todas os contratempos lançados em seu caminho. Não podemos esquecer o poder sagrado do perdão, sim aquele que na visão de Dag Mandjolar constitui: “a resposta ao sonho infantil para que, por milagre, o que está quebrado volte a estar inteiro e o que está sujo volte a estar limpo”. Como dito no início, o rio tem como ideal maior chegar ao oceano e o que se percebe é que mesmo depois de transpor todos os percalços, o rio ao vislumbrar a imensidão das águas do mar, ele se inquieta, pois bate-lhe o medo, porém, lucidamente entrega-se ao oceano, pois conscientemente percebe que passará a ser parte integrante daquelas águas oceânicas.
O homem por sua vez busca o sonho da felicidade, e como rio após vencer as intempéries, consegue muitas vezes ficar cara a cara com a face mesma, batendo-lhe o medo, porém, não como rio não pode quedar-se, mas sim, abraçá-la e fazer com que ela integre a essência da sua alma. Se a humanidade praticasse o pensamento de Tomás Kempis, que afirmara no Século XV, que: “primeiro, fique em paz, e assim será capaz de levar a paz aos outros”, certamente o mundo não vivia numa efervescência de guerras. Aliás, “se pudéssemos ler a história secreta de nossos inimigos, acharíamos na vida de cada um deles tristezas e sofrimentos suficientes para apaziguar qualquer tipo de hostilidade.” (Henry Wsdswonth).
Liberdade
