
O presidente Michel Temer fez um apelo nesta quinta-feira (1º) aos governadores pela abertura de novas vagas no sistema penitenciário e acenou com financiamento da União para reequipar as polícias estaduais.
Temer fez a afirmação em reunião no Palácio do Planalto convocada com o objetivo de discutir soluções para a crise de segurança pública. Além de governadores, o encontro reuniu os presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia.
“Podemos ajudar a financiar os estados para um reequipamento das polícias locais, das polícias estaduais”, disse o presidente na abertura da reunião. “Essa motivação levará à ideia de que o Brasil inteiro está trabalhando para a segurança e tranquilidade do seu povo”, completou.
A fala de abertura de Temer teve transmissão pela TV, mas depois o encontro seguiu a portas fechadas. No pronunciamento, ele não citou valores disponíveis para financiar a aquisição de equipamentos para as polícias.
Ele informou que o ministro da recém-criada pasta da Segurança Pública, Raul Jungmann, vai detalhar a medida ao longo da reunião.
O presidente avalia a criação de uma linha de financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para investimentos em segurança. Os recursos serão destinados para Estados e prefeituras e podem atingir cerca de R$ 40 bilhões.
Presídios
Durante a reunião, Temer pediu um “esforço” aos governadores para que usem uma verba federal destinada para a construção de penitenciárias nos estados e que não foi utilizada no ano passado.
“Essa verba foi ‘redestinada’ neste ano. Tem verba para a construção de 25 penitenciárias e cinco penitenciárias federais. Iria pedir aos senhores que se esforçassem para essa abertura de vagas porque sabemos que o sistema penitenciário está lotadíssimo. Precisamos tentar desafogar. Mesmo essas 30 penitenciárias não serão suficientes para tanto”, afirmou.
Ao comentar sobre a verba que deixou de ser usada no ano passado, o presidente tentou se solidarizar com os governadores e comentou sobre a dificuldade que enfrentou quando foi secretário da Segurança em São Paulo.
“Cada vez que era para construir um cadeião ou penitenciária, havia uma resistência dos municípios. Acabei conseguindo construir, mas com grande dificuldade”, disse.
Fonte: G1