
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, interrompeu uma entrevista por causa de um terremoto de magnitude 5,6 que atingiu o país nesta sexta-feira (22) — noite de quinta, em Brasília.
Ardern ouvia a pergunta de uma jornalista presente no salão durante o anúncio de novas medidas para frear o coronavírus no país quando o tremor começou. Ela manteve a calma, sorriu e disse:
“Desculpa, foi uma pequena distração. Você se importaria em repetir a pergunta, por favor?”
Não é a primeira vez que isso acontece: no ano passado, a premiê neozelandesa também interrompeu um pronunciamento e manteve a calma enquanto acontecia um tremor.
Terremotos são comuns na Nova Zelândia, que fica no Círculo de Fogo do Pacífico, região de alta atividade sísmica. A maior parte deles não causa grandes estragos (leia mais no fim desta reportagem).
O abalo desta sexta, por exemplo, não pode ser considerado forte para os padrões neozelandeses: a magnitude 5,6 foi atenuada pela enorme profundidade do epicentro, a 223,1 km do solo segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês), órgão que monitora tremores em todo o planeta.
De acordo com o jornal “New Zealand Herald”, o terremoto foi mais sentido na Ilha Norte, que abriga Auckland, maior cidade do país, e a capital Wellington. Moradores de Christchurch, na Ilha Sul, também relataram que sentiram o tremor. Não havia, até a última atualização deste texto, registro de danos sérios a construções nem de feridos.
Círculo de Fogo do Pacífico
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Mapa identifica a região do Círculo de Fogo do Pacífico — Foto: Ciência/G1
A alta atividade sísmica da Nova Zelândia está relacionada com o Círculo de Fogo do Pacífico, uma área de encontro de placas tectônicas que afeta praticamente toda a costa do oceano.
Na maioria das vezes, os tremores sentidos na região são leves e não causam maiores danos. Porém, a história mostra terremotos graves e que causam tsunamis, como o do Sudeste Asiático em 2004 e o do Japão em 2011.
Além disso, o Círculo tem muitos vulcões. Na Nova Zelândia, por exemplo, a erupção de um deles em 2019 deixou vários turistas mortos.
Fonte: G1
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