
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) negou o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-dirigente do Campinense Clube, William Simões, um dos envolvidos na Operação Cartola, que investigou a formação de um grupo para manipular resultados no futebol estadual. Ele é acusado de integrar o núcleo da liderança do esquema criminoso que manipulava os resultados das partidas através da escolha de árbitros que favorecessem os envolvidos.
O relator do pedido foi o desembargador e presidente do TJPB, Ricardo Vital de Almeida. A decisão ocorreu durante a sessão ordinária desta terça-feira. Ele decidiu manter todas as sanções que foram impostas pela juíza da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, Andréa Carla Mendes Nunes Galdino, que aplicou medidas cautelares como comparecimento uma vez por mês no cartório judicial da Vara; proibição de se ausentar da comarca onde reside sem autorização judicial; obrigação de recolhimento domiciliar no período noturno; proibição de acesso ou frequência a entidades desportivas paraibanas, bem como quaisquer eventos esportivos atrelados ao futebol paraibano, entre outras.
No habeas corpus, a defesa requereu a revogação das cautelares de proibição de se ausentar da comarca de Campina Grande e de recolhimento domiciliar noturno, uma vez que já fora proferida decisão neste sentido em outro habeas corpus, bem como em virtude das necessidades profissionais e pessoais de William Simões. No entanto, essas e as demais alegações da defesa do ex-presidente do Campinense foram negadas pelo relator do pedido, assim como aconteceu em julgamento recente, envolvendo o ex-dirigente do Botafogo-PB, Breno Morais, também envolvido nas investigações da Operação Cartola.
OPERAÇÃO CARTOLA
Deflagrada no início do ano passado após oito meses de investigação, a operação conseguiu interceptar aproximadamente 105 mil ligações telefônicas de pessoas suspeitas, com autorização judicial. Segundo a Polícia Civil, 80 pessoas foram investigadas no esquema e a operação teve como objetivo apurar crimes cometidos por uma organização composta por membros da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Comissão Estadual de Arbitragem da Paraíba (CEAF), Tribunal de Justiça Desportiva da Paraíba (TJD-PB) e dirigentes de clubes de futebol profissional da Paraíba e árbitros.
Fonte; Globo Esporte PB