
A Uefa abriu uma investigação para apurar as circunstâncias de um incidente registado nas arquibancadas durante República Tcheca e Dinamarca, em Baku, pelas quartas de final da Eurocopa. Dois stewards (seguranças) do estádio Olímpico confiscaram de um torcedor dinamarquês uma bandeira com as cores do arco-íris representando o movimento LGBTQIA+ (sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgênero e simpatizantes).
“A Uefa jamais deu indicações aos seguranças do estádio de Baku, ou de qualquer outro estádio, para confiscarem bandeiras com o arco-íris”, disse a entidade em comunicado
De acordo com a Uefa, o incidente não se limitou apenas ao confisco.
“As primeiras informações que recebemos foram que o referido torcedor estava embriagado e alguns torcedores locais estavam ficando agressivos para com ele. Os seguranças intervieram, mas permitiram que o torcedor continuasse na arquibancada, apesar do seu estado”.
A Associação de Torcedores Europeus (FSE) também reagiu ao incidente.
“Para sermos claros, esta é uma violação grosseira dos regulamentos da Uefa para o torneio” comentou a FSE , dizendo ainda que está em comunicação com as autoridades competentes para “esclarecer a situação”.
Durante a primeira fase, a Uefa abriu inquérito para investigar atitudes homofóbicas por parte de torcedores nos jogos em Budapeste. Além disso, apesar de adotar um discurso libertário, a entidade não permitiu que a Arena de Munique ficasse nas cores do arco-íris no jogo entre Alemanha e Hungria. Segundo a entidade, a ideia seria política como forma de afrontar o governo húngaro, que adota leis conservadoras limitando o acesso de informação ao povo sobre questões como homossexualismo.
Fonte: GE
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