A Venezuela pediu formalmente ao Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) que condene de forma “clara e inequívoca” a ação militar dos Estados Unidos em Caracas no último sábado (3), que resultou no sequestro do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

O apelo foi feito pelo embaixador venezuelano Samuel Moncada na reunião de emergência realizada nesta segunda-feira (5) na ONU.
O embaixador também solicitou ao Conselho de Segurança o respeito às imunidades do presidente Maduro e da primeira-dama, a reafirmação do princípio de que territórios e recursos não podem ser adquiridos pela força e a adoção de ações para proteger a população civil.
Moncada também acusou os Estados Unidos de terem motivações econômicas por trás da ofensiva, o que inclui principalmente um plano de controle sobre a produção de petróleo.
Segundo o diplomata, a ação dos Estados Unidos representa uma ameaça não apenas à Venezuela, mas à estabilidade global.
O representante venezuelano garantiu que, apesar da gravidade da situação, as instituições do país estão funcionando normalmente, e que o fato de a vice-presidente Delcy Rodríguez ter assumido interinamente a Presidência assegura a continuidade constitucional.