
As forças governamentais sírias retomaram neste domingo (25) bombardeios e ataques de artilharia contra a região de Guta Oriental, reduto opositor na periferia de Damasco, mesmo depois de a Organização das Nações Unidas (ONU) ter aprovado um cessar-fogo de 30 dias.
Desde a primeira hora da manhã de deste domingo, caíram seis mísseis em Harasta, outros quatro projéteis em Kafr Badna e Yisrin e outros quatro em Hamuriya, enquanto Al Shifunia foi alvo de dois bombardeios, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Entenda a crise na região
Grupos opositores, como o grupo Exército do Islã, disseram ter disputado com forças do governo em diversas frentes nas primeiras horas do domingo.
Apesar dos combates, o Observatório Sírio de Direitos Humanos afirmou que a noite passada foi a mais tranquila desde o início da intensificação da escalada militar em Guta Oriental, que começou no domingo (18). Não houve registro de mortes.
O general iraniano Mohammad Baqeri, cujo governo apoia o presidente sírio Bashar al-Assad, afirmou que Teerã e Damasco respeitariam a resolução da ONU, segundo a Reuters. No entanto, declarou que a trégua não cobria partes do subúrbio de Damasco “mantido pelos terroristas”, disse a agência de notícias Tasnim.
Membros do Conselho de Segurança da ONU votaram neste sábado (24) resolução que pede trégua de 30 dias na Síria.
O Conselho de Segurança da ONU aprovou no sábado à noite uma resolução na qual exige a todas as partes beligerantes uma cessação das hostilidades durante 30 dias em todo o país, incluindo de forma expressa Guta Oriental.
No entanto, a resolução exclui do cessar-fogo os grupos terroristas Estado Islâmico (EI) e Organismo de Libertação do Levante, aliança criada em torno da Frente Al Nusra, nome da antiga filial síria da Al Qaeda que, segundo o governo sírio, está presente em Guta Oriental.
O Conselho votou de maneira unânime para exigir que a trégua permita acesso de ajuda e retiradas médicas. No entanto, enquanto Moscou apoiou a adoção da resolução, o embaixador russo no ONU, Vassily Nebenzia, colocou em dúvida sua viabilidade.
Em uma semana de intensos ataques aéreos, de artilharia e com mísseis, a região contabilizou a morte de pelo menos 510 pessoas, entre elas 127 menores de idade, segundo os últimos números divulgados pelo Observatório.
Fonte: G1