
A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) afirmou nesta quarta-feira (7) que os coágulos sanguíneos sofridos por algumas pessoas vacinadas com a vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 devem ser considerados um efeito colateral “muito raro” e manteve a recomendação de uso do imunizante.
A EMA encontrou “uma possível ligação com casos muito raros de coágulos sanguíneos incomuns, juntamente com níveis baixos de plaquetas sanguíneas”, mas afirmou que o balanço entre riscos e benefícios permanece “positivo”, segundo comunicado.
A agência já havia afirmado em 18 de março que a vacina de Oxford/AstraZeneca é “segura e eficaz”, após alguns países europeus suspenderam temporariamente o uso do imunizante.
A vacina já teve o uso emergencial aprovado no Brasil por unanimidade pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em janeiro, após passar por uma série de testes de segurança e eficácia que atestaram a sua qualidade.
O imunizante recebeu também o registro definitivo no país, em 12 de março. Segundo a Anvisa, “o registro definitivo é a avaliação completa, com dados mais robustos dos estudos de qualidade, eficácia e segurança, bem do plano de mitigação dos riscos e da adoção das medidas de monitoramento”.
Os casos investigados
Após estudar os casos de coágulos na Europa, a EMA afirmou nesta quarta-feira (7) que a maioria dos casos relatados ocorreu em mulheres com menos de 60 anos em até duas semanas após a vacinação — mas, com base nas evidências atualmente disponíveis, não foi possível identificar fatores de risco específicos.
Segundo a agência, especialistas “realizaram uma análise aprofundada” de 86 casos de trombose relatados até 22 de março, quando cerca de 25 milhões de pessoas tinham sido vacinadas (dos quais 18 foram fatais).
Depois, continuaram a acompanhar as notificações, que chegaram a 222 casos até 4 de abril, quando cerca de 34 milhões de pessoas já tinham sido vacinadas.
Isso dá uma proporção de cerca de 3,4 casos de trombose a cada 1 milhão de pessoas imunizadas no período até 22 de março e 6,5 casos a cada 1 milhão de pessoas vacinadas no período até 4 de abril.
Fonte: G1