
“Assim como eu, muitos médicos não pararam de trabalhar depois que ficaram doentes. Os pacientes precisam de nós.”
“Mas estou com raiva por eles terem morrido. Não precisava ser assim.”
É com a voz trêmula que o padre Portillo, que trabalha como médico voluntário na cidade peruana de Iquitos, se lembra da morte de três colegas dos tempos de universidade que perderam a vida para a Covid-19.
Eles estão entre os mais de 230 médicos mortos pela doença no país sul-americano.
Portillo conta à BBC que as condições de trabalho e segurança para as equipes de saúde no Peru se deterioraram tanto que a classe está organizando a terceira greve de médicos em apenas seis meses desde que a pandemia chegou ao país.
Quase 12 mil médicos infectados
Dados do Conselho Médico Peruano (CMP) mostram que quase 12 mil médicos foram infectados pelo coronavírus até o momento.
“Assim como eu, muitos médicos não pararam de trabalhar depois que ficaram doentes. Os pacientes precisam de nós.”
“Mas estou com raiva por eles terem morrido. Não precisava ser assim.”
É com a voz trêmula que o padre Portillo, que trabalha como médico voluntário na cidade peruana de Iquitos, se lembra da morte de três colegas dos tempos de universidade que perderam a vida para a Covid-19.
Eles estão entre os mais de 230 médicos mortos pela doença no país sul-americano.
Portillo conta à BBC que as condições de trabalho e segurança para as equipes de saúde no Peru se deterioraram tanto que a classe está organizando a terceira greve de médicos em apenas seis meses desde que a pandemia chegou ao país.
Quase 12 mil médicos infectados
Dados do Conselho Médico Peruano (CMP) mostram que quase 12 mil médicos foram infectados pelo coronavírus até o momento.
“Assim como eu, muitos médicos não pararam de trabalhar depois que ficaram doentes. Os pacientes precisam de nós.”
“Mas estou com raiva por eles terem morrido. Não precisava ser assim.”
É com a voz trêmula que o padre Portillo, que trabalha como médico voluntário na cidade peruana de Iquitos, se lembra da morte de três colegas dos tempos de universidade que perderam a vida para a Covid-19.
Eles estão entre os mais de 230 médicos mortos pela doença no país sul-americano.
Portillo conta à BBC que as condições de trabalho e segurança para as equipes de saúde no Peru se deterioraram tanto que a classe está organizando a terceira greve de médicos em apenas seis meses desde que a pandemia chegou ao país.
Quase 12 mil médicos infectados
Dados do Conselho Médico Peruano (CMP) mostram que quase 12 mil médicos foram infectados pelo coronavírus até o momento.
Os hospitais públicos peruanos têm um histórico de carência de financiamento, equipamentos e pessoal antes mesmo da pandemia, dizem os médicos.
A covid-19 certamente piorou as coisas.
O padre Portillo organizou uma campanha de crowdfunding (“vaquinha” online) no Facebook para comprar suprimentos para sua clínica e ajudou o principal hospital de Iquitos, à medida que problemas como a falta de tanques de oxigênio e antibióticos se acumulavam.
“Não sou pago para fazer trabalhos médicos, mas é o sustento dos meus colegas. Alguns deles passaram meses sem receber o salário em dia”, acrescenta.
Capacidade hospitalar no limite
No total, mais de 38 mil peruanos morreram e mais de um milhão foram infectados, apesar de um lockdown antecipado e rígido.
A pandemia levou a capacidade hospitalar ao limite: em 12 de janeiro, o Ministério da Saúde informou que os hospitais da capital Lima e da cidade vizinha Callao, que atendem a uma população de 10 milhões de habitantes, tinham apenas seis leitos de UTI com ventiladores disponíveis.
Os hospitais públicos peruanos têm um histórico de carência de financiamento, equipamentos e pessoal antes mesmo da pandemia, dizem os médicos.
A covid-19 certamente piorou as coisas.
O padre Portillo organizou uma campanha de crowdfunding (“vaquinha” online) no Facebook para comprar suprimentos para sua clínica e ajudou o principal hospital de Iquitos, à medida que problemas como a falta de tanques de oxigênio e antibióticos se acumulavam.
O clérigo não participa da greve — ele está atualmente no exterior — mas apoia o movimento.
“Não sou pago para fazer trabalhos médicos, mas é o sustento dos meus colegas. Alguns deles passaram meses sem receber o salário em dia”, acrescenta.
Capacidade hospitalar no limite
No total, mais de 38 mil peruanos morreram e mais de um milhão foram infectados, apesar de um lockdown antecipado e rígido.
A pandemia levou a capacidade hospitalar ao limite: em 12 de janeiro, o Ministério da Saúde informou que os hospitais da capital Lima e da cidade vizinha Callao, que atendem a uma população de 10 milhões de habitantes, tinham apenas seis leitos de UTI com ventiladores disponíveis.
Fonte: BBC