
Uma medida hospitalar em Hong Kong causou controvérsia na cidade: crianças internadas com Covid-19 foram amarradas às camas. As autoridades de saúde defenderam a prática na quarta-feira (17), e afirmaram que isso só é feito com consentimento dos pais.
Qualquer pessoa que teste positivo para o coronavírus é imediatamente hospitalizada e colocada em quarentena, com ou sem sintomas no território. Os familiares que vivem com os infectados, mesmo sem terem sito contaminados, devem passar duas semanas em quarentena em instalações operadas pelo governo.
O órgão responsável pela saúde em Hong Kong afirmou que os hospitais só restringem os movimentos das crianças por sua segurança e bem estar. Além disso, a medida só é tomada com o consentimento dos pais.
O comunicado foi divulgado após a publicação de reportagens na mídia local em que pais afirmavam estarem chocados com a medida. Houve críticas pelas possíveis consequências psicológicas de amarrar crianças à cama nas redes sociais. Surgiram denúncias de mães que teriam sido proibidas de amamentar seus filhos.
Hong Kong controlou a pandemia
A cidade conseguiu controlar a pandemia. Até agora, foram registrados 11 mil casos e 200 mortes relacionadas ao coronavírus. O território adotou algumas das medidas e restrições mais severas do mundo.
No geral, as medidas não provocaram protestos significativos. Nas últimas semanas, no entanto, a indignação vem aumentando, em parte pelo cansaço de parte da população diante de restrições que não dão sinais de desaparecer.
Fonte: G1