
Os Estados Unidos inauguraram nesta segunda-feira (14/05) sua embaixada em Jerusalém, desencadeando protestos violentos em Gaza e dezenas de mortes entre milhares de manifestantes palestinos.
Paralelamente às festividades da abertura da embaixada, localizada inicialmente na sede do consulado americano em Jerusalém, ativistas palestinos entraram em confronto com tropas israelenses nos arredores da cidade. Testemunhas afirmam que soldados abriram fogo e utilizaram bombas de gás lacrimogêneo.
As mortes desta segunda-feira aumentaram para 79 o número de vítimas fatais de soldados israelenses na fronteira de Gaza desde o início de protestos de grande porte em março, quando mais de 2 mil residentes foram feridos por tiros israelenses.
Em Ramallah, na Cisjordânia, milhares de pessoas se concentraram em manifestações contra a transferência da embaixada.
A cerimônia de abertura
O presidente americano, Donald Trump, anunciou a transferência da embaixada para a Cidade Santa em dezembro de 2017, cumprindo uma promessa eleitoral. A decisão rompeu com a política externa americana tradicional e foi amplamente criticada. O consenso internacional continua sendo que o status de Jerusalém deveria ser parte das negociações entre as lideranças israelenses e palestinas.
Em mensagem gravada exibida durante a abertura da embaixada, Trump disse que os Estados Unidos permanecem totalmente comprometidos a alcançar uma paz duradoura no Oriente Médio.
A filha de Trump, Ivanka, e seu marido, Jared Kuschner, lideram a delegação do governo americano presente na solenidade de abertura, que contou com a presença do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu e cerca de 800 convidados.
O embaixador americano em Israel, David Friedman, também falou na cerimônia, descrevendo a localização da embaixada como “Jerusalém, Israel” e sendo aplaudido em seguida.
Fonte: Metrópole