
A polícia de Mianmar indiciou, nesta quarta-feira (3), a líder civil Aung San Suu Kyi de ter violado leis de importação e exportação no país –em buscas na casa dela durante o golpe militar, foram encontrados pequenos rádios de mão que teriam sido importados ilegalmente e usados sem permissão.
Eles pedem a prisão dela até o dia 15 de fevereiro.
Aung San Suu Kyi não era a presidente do país, mas, sim, a líder do partido maior partido, a Liga Nacional pela Democracia, que controla o Parlamento.
O presidente deposto, Win Myint foi indiciado pela polícia com base na lei de resposta aos desastres naturais.
Os militares deram um golpe de Estado em Mianmar na segunda-feira. O exército derrubou o governo eleito, prendeu líderes políticos, fechou o acesso à internet e suspendeu os voos ao país.
Eles não reconhecem os resultados das últimas eleições no país, em novembro do ano passado. O partido de Aung San Suu Kyi levou 83% dos cargos em disputa na ocasião.
O golpe de segunda-feira ocorreu sem atos de violência e poucas horas antes da primeira sessão do Parlamento formado nas eleições de novembro.
Os militares bloquearam as estradas ao redor da capital com tropas, caminhões e veículos blindados, enquanto helicópteros militares sobrevoavam a cidade, e derrubaram o sinal de internet e telefonia móvel em todo o país.
Fonte: G1