
A emissora americana NBC anunciou nesta segunda-feira (10) que cancelou a transmissão do Globo de Ouro de 2022. O canal, um dos maiores dos Estados Unidos, tem contrato com os organizadores da premiação até 2026.
A decisão acontece após a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) ser duramente criticada por não ter nenhum membro negro.
Ainda nesta segunda, a Warnermedia, dona de estúdios como Warner Bros. e canais como HBO, se juntou a Netflix e Amazon Studios em um boicote a eventos da organização para pedir mudanças na entidade.
“Continuamos a acreditar que a HFPA está comprometida a uma reforma significativa”, afirmou a NBC em um comunicado.
“No entanto, mudança dessa magnitude leva tempo e trabalho, e sentimos fortemente que a HFPA precisa de tempo para fazer isso direito. Assim sendo, a NBC não vai transmitir o Globo de Ouro de 2022. Presumindo que a organização execute seu plano, temos a esperança de estar em uma posição para transmitir o evento em janeiro de 2023.”
A HFPA ainda não se posicionou sobre a decisão, então não está claro se a premiação de 2022 ainda vai acontecer.
Reformas
Na quinta-feira (6), a HFPA aprovou de forma esmagadora um pacote de reforma que pede o aumento do número de membros em 50% para incluir mais jornalistas negros e o levantamento dos requisitos rígidos e pouco claros sobre quem é finalmente admitido na organização.
O Globo de Ouro é a segunda premiação mais importante de Hollywood, atrás apenas do Oscar, mas seu futuro foi questionado por ameaças de boicote devido a algumas controvérsias.
O ex-presidente da associação Philip Berk foi demitido em abril por enviar um e-mail chamando a Black Lives Matter de “movimento de ódio”, e dois consultores contratados para lidar com as questões de diversidade renunciaram devido à falta de progressos.
Embora a maioria dos membros do HFPA trabalhe regularmente para veículos de comunicação bem conhecidos, a exclusão de inúmeros jornalistas de boa fé está sob apuração.
E, de forma mais geral, o histórico da organização de ignorar filmes e programas de televisão dirigidos por negros e minorias no Globo é frequentemente criticado.
Fonte: G1 Pop & Arte
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