
Joshua Wong, o ativista chinês que ganhou projeção durante os protestos pró-democracia em Hong Kong, foi condenado a 13 meses de prisão nesta quarta-feira (2). Além dele, outros dois ativistas também foram condenados pelas manifestações.
Wong foi condenado a 13 meses e meio de prisão por uma manifestação ilegal em frente ao quartel-general da polícia em meio aos protestos do ano passado. Agnes Chow e Ivan Lam receberam penas de, respectivamente, dez e sete meses.
Os três faziam parte do partido Demosisto, contrário à interferência chinesa no território semi-independente. Eles estavam sob custódia desde o dia 23 de novembro, quando começaram as audiências. Centenas de manifestantes se reuniram na frente da corte para mostrar apoio aos jovens.
Wong e os outros dois dissidentes se declararam culpados das acusações.
“Os dias que virão serão difíceis, mas aguentaremos”, disse o jovem ativista antes de ser retirado da corte, segundo a agência de notícias France Presse.
A sentença diz que a detenção foi a opção mais apropriada, uma vez que os acusados teriam incentivado os manifestantes a ocupar o quartel-general da polícia de Hong Kong, além de terem gritado palavras de ordem contrárias à polícia.
Não é a primeira vez que Wong é preso. Em 2018, ele foi condenado à prisão por quatro meses, depois de ter descumprido com uma ordem oficial que pedia que um acampamento erguido durante as manifestações em Hong Kong fosse desmontado.