
A juíza Amy Coney Barrett é a principal candidata para ocupar o posto da falecida Ruth Bader Ginsburg na Suprema Corte dos Estados Unidos. Se for indicada por Donald Trump e confirmada pelo Senado, a nomeação será considerada uma vitória para os conservadores cristãos e ativistas que tentam banir o aborto legal nos EUA.
Em 2018, Barrett fez parte da lista de finalistas apresentada pelo presidente Donald Trump para o lugar na Suprema Corte do aposentado juiz Anthony Kennedy, um posto que acabou ficando com Brett Kavanaugh.
Ela tem 48 anos, uma idade baixa para um juiz da Suprema Corte. Como esse é um posto vitalício, isso garantiria uma presença conservadora por décadas no tribunal.
Na corte federal de apelação de Chicago, Barrett adotou posições que respaldam os direito ao porte de armas e contra migrantes e mulheres que optam pelo aborto, além de se mostrar contrária à lei de Cuidados de Saúde a Baixo Custo, conhecida como ‘Obamacare’, a reforma do sistema de Saúde dos Estados Unidos impulsionada pela ex-presidente democrata e que os republicanos tentam desmantelar nos últimos anos.
Reino de Deus
Uma das palestras de Barrett para estudantes em Notre Dame é frequentemente usada contra a juíza por seus detratores.
Nessa aparição pública, a magistrada se apresenta como um “tipo diferente de advogada” e considera que uma “carreira no direito não é nada além de um meio para um fim, e esse fim é a construção do reino de Deus”.
“Amy Coney Barrett cumpre com os dois requisitos de Trump para ser juíza federal”, declarou Daniel Foldberg, diretor do grupo de pressão progressista Alliance for Justice. “A vontade de revogar a Lei do Cuidado de Saúde a Baixo Custo e revogar ‘Roe vs. Wade'”, a histórica legislação que legalizou o aborto nos Estados Unidos.
“Esta indicação representa a tentativa de tirar o atendimento médico a 20 milhões de americanos e eliminar as proteções para os americanos com doenças pré-existentes. Barrett, que se opôs até a garantir o acesso à contracepção, seria um pesadelo para a liberdade reprodutiva”, continuou.
Já os conservadores saúdam uma mulher que consideram “brilhante” e “impressionante”.
Fonte: AFP