
Centenas de manifestantes se reuniram neste sábado (15) em Jerusalém para protestar na frente da residência oficial do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
O país tem observado uma crescente irritação com o governo de Netanyahu por conta de acusações de corrupção em casos de pagamento de propina, fraude e quebra de confiança em contratos.
A atuação do governo no combate ao coronavírus também é motivo de descontentamento da população.
Em maio, Israel suspendeu um lockdown parcial que achatou a curva de infecção, mas uma segunda onda de casos de Covid-19 e novas restrições fizeram com que a taxa de aprovação de Netanyahu caísse abaixo de 30%.
Muitas restrições foram aliviadas desde então para reaquecer a atividade econômica, mas o desemprego está em 21,5% e a economia deve ter uma contração de 6% em 2020.
Acordo com os Emirados Árabes
O primeiro-ministro voltou a aparecer após o pacto de Israel com os Emirados Árabes, que promete normalizar as relações diplomáticas entre as duas nações do Oriente Médio.
Ainda assim, partes da população têm se mostrado insatisfeitas com o tratado, principalmente em relação à suspenção da declaração de soberania de Israel sobre as áreas da Cisjordânia que vinha discutindo anexar.
O primeiro-ministro negou que essa decisão seja definitiva, e confirmou que este foi um pedido dos Estados Unidos, responsáveis por mediar o acordo.
Fonte: G1