
O ministro de Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza Montserrat, disse nesta terça-feira (27) que a normalização das relações políticas e diplomáticas com a Espanha depende do Governo de Madri e que espera algum sinal nesse sentido do presidente do Executivo espanhol, Mariano Rajoy. A informação é da EFE.
“Dependerá da Espanha, não da Venezuela. Nós não estamos atacando a Espanha nem tentando que a sancionem ou apoiemos os independentistas”, afirmou Montserrat em entrevista coletiva em Genebra, onde participa da 37ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU.
O governo da Venezuela expulsou, no final de janeiro, o embaixador espanhol em Caracas, Jesús Silva Fernández, declarando-o” persona non grata”, uma ação à qual a Espanha respondeu com uma medida similar contra o embaixador venezuelano em Madri.
Segundo o ministro, a deterioração da relação bilateral aconteceu “pela postura hostil” adotada pela Espanha em relação à Venezuela dentro da União Europeia (UE) e por sua suposta lista na hora de “fomentar as sanções” que este bloco tomou contra funcionários venezuelanos.
“Canhão contra a revolução”
“A Espanha deveria ter sido uma ponte e facilitadora entre a UE e a América Latina, mas no caso venezuelano agiu como um canhão contra a revolução e isto nos doeu”, opinou Montserrat. Ele disse que o “ponto de inflexão” na relação bilateral foi a visita do presidente Rajoy ao seu colega americano, Donald Trump.
“O presidente Rajoy se comprometeu a liderar ações na UE (contra a Venezuela) em troca de que os EUA não se envolvessem no assunto da Catalunha. Queremos as melhores relações com todos os países do mundo, especialmente com a UE, e dentro dela a melhor deveria ser com a Espanha, mas para isso deve haver respeito”, disse o ministro venezuelano aos jornalistas.
Fonte: Agência Brasil