O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou na tarde desta segunda-feira (25) que o projeto final de redução da jornada de trabalho terá uma transição de, no máximo, um ano. Segundo ele, a redução será de duas horas dois meses depois da aprovação da proposta e mais duas horas após 12 meses.
O anúncio de Motta aconteceu após ele se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros líderes. Segundo ele, os ajustes finais do texto foi definido entre a noite de domingo (24) e a manhã desta segunda-feira, com a participação também do relator do projeto, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) e o presidente da comissão especial, Alencar Santana (PT).
A partir desses encontros, Motta afirmou que surgiram três pontos considerados inegociáveis a todos os envolvidos no desenho da proposta. São elas:
A redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais;
O fim da escala 6×1, garantindo dois dias de folga para os trabalhadores na semana;
Fazer as duas mudanças sem acarretar redução de salário.
“Essas mudanças trazem para o trabalhador uma nova realidade”, afirmou Motta, que apontou como outros pontos delicados a transição de quanto tempo os empresários teriam para colocar em prática as mudança e a situação de microempreendedores e funcionários públicos.