
Em defesa das acusações de que teria patrocinado um esquema de laranjas em Minas Gerais, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, disse que “ninguém foi plantado pra ser candidato ou candidata” pelo PSL no Estado.
Segundo o ministro, as candidaturas foram “espontâneas”.
“Essas situações vão ser comprovadas ao longo do processo, ao longo do tempo. Em Minas Gerais, eu posso te afirmar que todos os candidatos e candidatas foram candidatos de forma espontânea, ninguém foi plantado pra ser candidato ou candidata”, disse em entrevista ao Jornal do SBT que foi ao ar nesta 2ª feira (25.fev.2019).
O caso está sendo investigado pelo Ministério Público de Minas Gerais. Em 15 de fevereiro, o ministro solicitou, com base na prerrogativa do foro privilegiado, que a investigação fosse encaminhada do Ministério Público de Minas Gerais para o STF (Supremo Tribunal Federal).
O pedido foi distribuído por sorteio ao gabinete do ministro Luiz Fux, mas ainda não foi analisado.
O argumento utilizado pelo ministro é que os fatos são relacionados com o atual mandato como deputado federal, já que, em teoria, referem-se à campanha de reeleição dele.
Sobre isso, foi questionado de já ter se manifestado contra o foro privilegiado. Marcelo Álvaro Antônio disse que foi uma “estratégia” de seus advogados.
A estratégia jurídica dos advogados cabe a eles, está sob a responsabilidade dos meus advogados. Eu cuido do Ministério do Turismo e os meus advogados cuidam do nosso processo”, disse.
Apesar da investigação, o ministro se disse “absolutamente tranquilo”. “O tempo e o processo vão mostrar que nós agimos estritamente dentro da lei”, afirmou.
Sobre a possibilidade de se afastar do cargo para se defender do processo, Marcelo Álvaro Antônio disse que a chance “é nula” pela “convicção” de que as investigações não demonstrarão qualquer envolvimento no caso. “Essa chance de me afastar não existe”, afirmou.
Assista à entrevista do ministro ao SBT:
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Fonte: Poder 360