
Enquanto a bola rolava na Rússia, a Petrobras sofreu uma dura derrota do outro lado do oceano Atlântico, nos EUA. Na segunda-feira, veio a público que a estatal petroleira do Brasil foi derrotada numa disputa judicial contra uma companhia americana, a Vantage Drilling International. Segundo esta última, o valor da causa era de US$ 622 milhões (cerca de R$ 2,45 bilhões).
A decisão é de um tribunal arbitral sediado nos EUA. Em comunicado divulgado nesta terça, a Petrobras disse que irá “adotar todas as medidas legais disponíveis” contra a decisão.
A disputa envolve subsidiárias da Petrobras nos EUA (Petrobras America Inc.) e na Venezuela (Petrobras Venezuela Investments & Services, BV) e gira em torno de uma suposta quebra de contrato envolvendo os serviços de um navio-sonda, o Titanium Explorer. Em 2009, a Petrobras contratou o Titanium para serviços de perfuração de postos de petróleo – que foi rescindido em 2015.
A Petrobras argumenta que o contrato foi rompido por causa de “falhas operacionais graves” da parte da Vantage. “Além disso, conforme revelado pela Operação Lava Jato, o contrato de serviços de perfuração em questão foi obtido mediante corrupção”, disse a estatal.
Na terça-feira, a maior empresa brasileira também informou que suspendeu as negociações para a venda e a formação de parcerias com suas refinarias de petróleo, depois de uma decisão liminar (provisória) do ministro Ricardo Lewandowski (STF).
Na última quinta-feira, Lewandowski proibiu empresas estatais do país de vender ativos sem aprovação prévia do Congresso. A Petrobras já tinha decidiu vender 60% de sua participação num conjunto de refinarias nos Estados da Bahia, Pernambuco, Paraná e Rio de Janeiro.
Fonte: MSN