
A polícia dinamarquesa deteve, nesta terça-feira (20), um homem que tentava escapar de um presídio em Albertslung, a 15 km de Copenhague. Ruas próximas à prisão de Herstedvester foram interditadas.
As autoridades não confirmam a identidade do prisioneiro, mas jornais locais dizem que é o inventor dinamarquês Peter Madsen, condenado em 2018 pela morte da jornalista sueca Kim Wall.
Segundo o jornal “Politiken”, ele foi encurralado pela polícia e disse carregar dois explosivos junto ao corpo. O esquadrão anti-bombas chegou a ser acionado.
Relembre o caso
Madsen, de 48 anos, foi condenado à prisão perpétua por assassinato, profanação de cadáver e agressão sexual. Durante o julgamento, ele negou ter matado a jornalista, mas admitiu ter mutilado o corpo e jogado ao mar. O crime aconteceu em 2017.
No início das investigações, Madsen dizia que a jornalista havia morrido acidentalmente, depois que uma escotilha de 70 kg caiu sobre a sua cabeça, mas negava ter mutilado o cadáver.
A necropsia não permitiu determinar as causas da morte de Kim Wall. Partes do corpo da jornalista foram encontradas em diferentes lugares da Baía de Køge, que separa a Dinamarca da Suécia.
Entrevista no submarino
Em 10 de agosto, Madsen embarcou com Wall no “UC3 Nautilus”, submarino que ele mesmo projetou. A jornalista freelancer, de 30 anos, queria fazer um perfil deste engenheiro autodidata.
Madsen foi socorrido após o naufrágio de sua embarcação, que depois admitiu ter afundado intencionalmente.
Depois de uma intensa busca no mar, o tronco decapitado e amputado de Kim Wall foi encontrado na Baía de Køge.
Pouco tempo depois, a polícia anunciou ter encontrado a cabeça e as pernas da jornalista nas mesmas águas.
No disco rígido do computador de seu laboratório foram encontrados filmes fetichistas em que mulheres são torturadas, decapitadas e queimadas.
Fonte: G1