
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declara que a “agenda econômica” do apresentador da TV Globo Luciano Huck agrada a ele e ao Democratas. Maia afirma que Huck demonstra interesse e vontade de conhecer melhor a política nas conversas que os 2 têm mantido.
O nome de Huck foi citado em 2018 como possível candidato ao Planalto. Agora, voltou a ser citado em alguns grupos políticos. Com uma carreira bem-sucedida na TV e como empresário, Huck não diz em público que é nem que deseja ser candidato, como neste evento em 1º de outubro de 2019. Mas tem feito várias viagens pelo país. É raro haver uma semana sem que participe de algum evento público.
De acordo com Maia, 1 insucesso da gestão de Bolsonaro poderia impulsionar o nome de Huck, considerado 1 outsider: “Se ele [Bolsonaro] naufragar, a sociedade pode continuar procurando o novo. Aí você trata o Luciano [Huck] não como esquerda ou direita, mas como novo”. Em evento promovido pela revista Exame em setembro, o apresentador afirmou que a proposta econômica do governo Bolsonaro é correta, mas que “a enormidade do país não depende só disso, de crescimento do Produto Interno Bruto. Depende de serviços e de proteção social”.
Maia afirmou também que Huck tem força em quase todas regiões do Brasil. E que, por se posicionar na centro-direita, ele o DEM poderiam apoiá-lo. As declarações do presidente da Câmara foram feitas em entrevista ao jornalista Fernando Rodrigues, diretor de Redação do Poder360 e apresentador do programa Poder em Foco, do SBT.
O programa é semanal e transmitido sempre no final da noite, aos domingos. É uma parceria editorial entre SBT e Poder360. O quadro reestreou em 6 de outubro, em novo cenário, produzido e exibido diretamente do SBT em Brasília. Além da transmissão nacional em TV aberta, a atração também é pode ser vista simultaneamente, ao vivo e “on demand“, nas plataformas digitais do SBT Online e no canal do YouTube do Poder360. A edição anterior do Poder em Foco teve o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli.
Outro nome citado por Maia para a corrida ao Palácio do Planalto é o do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). O demista elogiou a gestão do tucano no Estado. Disse que comandar São Paulo favorece Doria para disputar o pleito de 2022. Declarou também que não tem “nenhum problema de apoiar o governador Doria”.
“São Paulo é sempre uma força mais forte no Brasil e sempre é 1 pré-candidato a presidente. Sendo 1 bom governador –e o Doria tem tudo para continuar sendo 1 bom governador– eu acho que é sempre 1 candidato forte”, disse Maia, que tem 49 anos e é 1 dos principais dirigentes do Democratas, partido que hoje tem 27 deputados e 6 senadores.
Sobre suas pretensões nas eleições daqui a 3 anos, Maia desconversou. Disse que falta muito tempo para projetar, mas que quer “continuar ajudando” nos debates nacionais. Falou ainda que a nova política é “muito ansiosa”. O demista citou 2018 e lembrou que as eleições do ano passado estavam indefinidas até 6 meses antes do 1º turno.
“Eu quero continuar ajudando. Na Câmara eu tenho cumprindo o meu papel. Tenho colocado a agenda que eu considero, junto com muito líderes, a melhor para o Brasil. Eu acho que tem tido 1 bom resultado. Tem tido mais nitidez nesses últimos meses que em relação aos outros 2 anos, apesar que a gente fez muita coisa junto ao governo do presidente Michel Temer, mas essa questão de 2022 a gente tem que aguardar”, afirmou o deputado.
PRIVATIZAÇÕES DE PETROBRAS, BB E CAIXA
Rodrigo Maia disse que os brasileiros não estão preparados para uma possível privatização de Petrobras, Caixa e Banco do Brasil. “Acho que a sociedade brasileira não está madura para essas 3 privatizações”, declarou.
Segundo Maia, a venda da Caixa e do Banco do Brasil seria positiva se fosse para melhorar o papel dos bancos públicos. Ele afirma, contudo, que o discurso do governo tem sido ambíguo, festejando os lucros cada vez maiores nos bancos estatais em relação aos bancos privados.
Fonte: Poder 360