
O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou um recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que questionava o envio à Justiça Federal do Distrito Federal da denúncia de organização criminosa oferecida pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra integrantes do PT.
A decisão de Fachin foi tomada no dia 21 de março. Em 2017, a PGR denunciou Lula, a ex-presidente Dilma Rousseff, os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antônio Palocci e das Comunicações Paulo Bernardo, o ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República Edinho Silva, a presidente nacional do partido, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e o ex-tesoureiro nacional da legenda João Vaccari Neto.
No dia 6 de março, o ministro do STF determinou o desmembramento do inquérito que apura se integrantes da sigla cometeram o crime de organização criminosa. Fachin decidiu que apenas as investigações de Gleisi e de Bernardo, marido dela, deveriam permanecer no Supremo, já que, de acordo com a denúncia da PGR, as condutas dos dois estão ligadas. À exceção de Edinho Silva, atual prefeito de Araraquara (SP), o ministro Fachin determinou que os autos em relação aos demais investigados fossem encaminhados à Justiça Federal do Distrito Federal.
Fonte: Revista Veja