
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (14) que a Ucrânia está se tornando um país “anti-Rússia” e que o governo russo estará pronto para reagir contra o que ele descreveu como ameaças à segurança de seu próprio país.
Putin falou um dia depois da prisão de Viktor Medvedchuk, um político ucraniano pró-Rússia.
Medvedchuk é acusado de traição —ele alega que é perseguição política. Ele já foi um intermediário entre os governos dos dois países.
Putin disse, durante um encontro do conselho de segurança da Rússia, que a Ucrânia está promovendo uma limpeza do espaço político para tirar de cena pessoas que tiveram laços com os russos.
“Isso é muito triste, a Ucrânia está se transformando em uma espécie de pólo oposto da Rússia, algum tipo de anti-Rússia, e parece que receberemos constantemente notícias que exigem nossa atenção especial do ponto de vista da segurança”, disse Putin.
Ele afirma que há uma repressão seletiva e com motivação política na Ucrânia contra certos indivíduos que fazem negócios com a Rússia. O governo russo, disse Putin, não ficaria de braços cruzados.
“Esta é, obviamente, uma questão que deve estar sempre em nosso radar e devemos responder a ela, dadas as ameaças que estão sendo criadas para nós de maneira oportuna e apropriada”, disse Putin.
TVs saíram do ar
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse na sexta-feira que a ação contra Medvedchuk começou em fevereiro quando ele e vários associados foram sancionados e três canais de televisão de um aliado tiveram que sair do ar. Para o líder ucraniano, foi uma forma legal de sufocar o que ele descreveu como sua influência maligna.
“Pela primeira vez em muitos anos, o número de oligarcas não aumentou, mas diminuiu”, escreveu Zelenskiy em um blog.