
O ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano, afirmou que o país investiga informações da Interpol de que os colombianos presos no Haiti, por suspeita de terem participado do assassinato do presidente Jovenel Moise, são reservistas do Exército colombiano.
“Inicialmente, as informações indicam que são cidadãos colombianos, aposentados do Exército nacional”, afirmou Molano, que ordenou que a Polícia Nacional e o Exército colaborem com a investigação.
Jorge Vargas, diretor-geral da Polícia Nacional colombiana, indicou que 6 suspeitos são ex-militares colombianos — 2 sargentos aposentados e 4 ex-soldados — e 2 deles morreram em confronto.
A polícia haitiana divulgou na quinta-feira (8) que ao menos 28 pessoas participaram do crime: 26 colombianos e dois americanos de origem haitiana. Até o momento, 17 suspeitos foram presos (15 colombianos e 2 americanos), 3 morreram em confronto e 8 estão foragidos.
O chefe da polícia haitiana, Leon Charles, exibiu os 17 detidos em uma entrevista coletiva, além de passaportes colombianos, metralhadoras, machetes, walkie-talkies e materiais como alicates e martelos, que foram apreendidos.
“Estrangeiros vieram ao nosso país para matar o presidente”, afirmou Charles.
Fonte: G1