
A Justiça da França vai começar a analisar nesta quarta-feira (17) um processo de acusação do polemista de extrema direita Éric Zemmour, um potencial candidato à eleição presidencial francesa, de cumplicidade na provocação de ódio racial e insultos racistas.
Zemmour deu as declarações sobre imigrantes menores de idade desacompanhados em 29 de setembro de 2020 na emissora CNews.
Após um segundo ataque à redação do semanário satírico “Charlie Hebdo”, ele afirmou que os imigrantes menores desacompanhados “são ladrões, assassinos, estupradores” e “não têm o que fazer” na França. “Precisam ser devolvidos”, acrescentou, à época.
Sua defesa alega que Zemmour apenas “repetiu, com outras palavras”, as preocupações expressas pelas autoridades sobre a criminalidade ligada a estes menores. ONGs de defesa dos direitos humanos e antirracistas se constituíram como partes civis no processo.
Zemmour não compareceu à audiência para evitar que “se transforme em estúdio de televisão”, disse seu advogado, Olivier Pardo.
Geração Z
Cerca de 20 de seus simpatizantes (eles se intitulam “Geração Z”) se reuniram diante do tribunal e exibiram a bandeira nacional. No início das sessões, a presidente da corte advertiu que velará pela “serenidade do processo”.