Faltando menos de um mês para a abertura da Copa do Mundo, o assunto parece não ter despertado ainda o interesse dos torcedores.
Em Pombal, por exemplo, o comércio não tem investido muito em produtos típicos associados a edição deste ano.
Segundo constatou a nossa reportagem, às vésperas de um Mundial o clima tem sido monótono, provavelmente relacionado ao baixo rendimento do selecionado brasileiro.
Mesmo sabendo que esta situação até a abertura do certame, próximo dia 11 de junho, pode mudar, o desinteresse do torcedor tem evitado que muitos comerciantes lojistas invistam em produtos relacionados a competição.
O certo é que são muitas perguntas e poucas respostas para compreender esse desinteresse, que vai desde a “contaminação” pela política no país, até a ausência de uma identidade no futebol se compararmos os jogadores de ontem com os de hoje.
Em edições anteriores as vitrines das lojas estavam abarrotadas de verde e amarelo muito antes de a bola rolar, criando um clima favorável ao consumo e ao otimismo.
Da mesma forma, produtos festivos (bandeiras, buzinas e afins) já estavam nas prateleiras à espera do público, um cenário muito estranho para o período que antecede o torneio.
Cerca de 70% dos comerciantes contactados disseram não acreditar em um aumento considerável nas vendas que deve permanecer no mesmo nível.
Já outros, que o cenário deve mudar nessa contagem regressiva até o final deste mês de maio, levando em consideração que o brasileiro gosta de fazer tudo de última hora.
Apesar da situação ainda existe o chamado “torcedor raiz” — algo raro na atualidade às vésperas de um mundial, que deve procurar produtos temáticos.
A dúvida é se encontrará diante da ausência destes, até agora, no comércio local.
Marcelino Neto