
Ainda sem anunciar qualquer reforço oficial para 2019, o Coritiba deve perder o seu principal ídolo para 2019. Depois de Guilherme Parede, um dos poucos destaques da equipe em 2018 e que acabou negociado junto ao Internacional, o próximo a fazer as malas para deixar o Alto da Glória deve ser o goleiro Wilson. E se o camisa 84 vai embora, o clube já trabalha para conseguir um novo camisa 1. E o nome da vez seria Alex Muralha, ex-Flamengo.
A informação foi divulgada na manhã de hoje pelo jornalista Napoleão de Almeida, do portal UOL. Segundo ele, as tratativas entre o jogador e o Coxa estariam avançadas, restando apenas detalhes para o anúncio oficial da contratação. Com a chegada do novo goleiro, seria mais fácil para o clube liberar Wilson, que está na mira da Chapecoense e possui (merecidamente) um dos maiores salários dentro do clube.
A aposta do Coritiba, então, seria em recuperar Muralha, que já foi convocado três vezes pelo técnico Tite para a Seleção Brasileira, além de ter trabalhado com o técnico Argel Fucks no Figueirense em 2015, quando viveu o melhor momento de sua carreira (o que levou o Flamengo a pagar R$ 4 milhões para contar com o jogador em seu elenco).
Com contrato com os cariocas até 2020, o jogador passou a temporada de 2018 no futebol japonês, atuando por empréstimo no Albirex Niigata, que brigou contra o rebaixamento na segunda divisão japonesa – ficou em décimo sexto entre 22 clubes.
‘Ex-Muralha’
Em 2017, o jogador viveu aquele que foi, provavelmente, o pior momento de sua carreira. Após falhar na eliminação do Flamengo na Primeira Liga, o jornal carioca “Extra” fez piada com o goleiro na capa da publicação, informando que não usaria mais o apelido “Muralha” para se referir ao jogador, que passou a ser chamado de Alex Roberto, seu nome de batismo.
Depois, o goleiro ainda falharia na primeira partida da final da Copa do Brasil e seria criticado por não conseguir defender pênaltis e geralmente pular para o lado errado. Nessa mesma decisão contra ao Cruzeiro, em 2017, por exemplo, pulou para o mesmo lado nas cinco cobranças decisivas e alegou que era uma “estratégia”. A gota d’água, o fato que praticamente exterminou o futuro do arqueiro no rubro-negro carioca, contudo, foi um jogo contra o Santos, no dia 26 de novembro de 2017, quando o goleiro cometeu duas falhas bizarras: primeiro, tentou driblar o atacante Ricardo Oliveira dentro da área, mas perdeu a bola e só viu Bruno Henrique empurrar para o gol. Depois, ainda aceitou um chute de fora da área de Arthur Gomes, que passou por baixo de seus braços.
Fonte: Bem Paraná