
A Paraíba ampliou de 10 para 56 a quantidade de municípios com capacidade técnica de imunização contra a Covid-19 utilizando as doses da Pfizer. A partir desta sexta-feira (18), a Secretaria de Estado da Saúde (SES) vai distribuir 10.530 doses da vacina Pfizer/Comirnaty – dose 1 (D1), para os 56 municípios paraibanos aptos a armazenarem a vacina.
A mudança acontece após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizar novas condições de conservação e armazenamento para a vacina da Pfizer, nesta sexta-feira (28). Agora, a vacina pode ser mantida em temperatura controlada entre 2ºC e 8ºC por até 31 dias. A orientação anterior era de cinco dias. A nova recomendação contribui para a ampliação da distribuição da vacina em todo o país.
As doses devem dar continuidade na vacinação do grupo de comorbidade; gestantes e puérperas, com comorbidade e pessoas com deficiência permanente. A prioridade da vacinação com a vacina Pfizer/Comirnaty é para as gestantes e puérperas com comorbidades, conforme a SES.
As doses foram entregues nesta sexta-feira nas 1ª, 2ª, 3ª, 4ª e 12ª Gerências Regionais de Saúde (GRS), por rota terrestre. As vacinas para as demais gerências seguirão na segunda-feira (31), por via aérea.
As doses serão divididas para os seguintes municípios:
- Alagoinha – 60 doses
- Alhandra – 72 doses
- Araçagi – 84 doses
- Araruna – 96 doses
- Areia -108 doses
- Assunção – 18 doses
- Bananeiras – 84 doses
- Bayeux – 456 doses
- Bom Jesus – 18 doses
- Caaporã – 96 doses
- Cabedelo – 276 doses
- Cachoeira dos Índios – 54 doses
- Cacimbas – 36 doses
- Cajazeiras – 258 doses
- Campina Grande – 1578 doses
- Catolé do Rocha – 120 doses
- Conde – 114 doses
- Cruz do Espírito Santo – 84 doses
- Cuité – 78 doses
- Desterro – 36 doses
- Esperança – 120 doses
- Guarabira – 240 doses
- Itabaiana – 114 doses
- João Pessoa – 3378 doses
- Junco do Seridó – 24 doses
- Juripiranga – 36 doses
- Lagoa Seca – 96 doses
- Matureia – 24 doses
- Monteiro – 150 doses
- Patos – 420 doses
- Pedras de Fogo – 126 doses
- Piancó – 66 doses
- Pilar – 60 doses
- Pombal – 162 doses
- Princesa Isabel – 102 doses
- Queimadas – 156 doses
- Quixaba – 6 doses
- Rio Tinto – 126 doses
- Salgado de São Félix – 60 doses
- Santa Cruz – 30 doses
- Santa Helena – 30 doses
- Santa Luzia – 66 doses
- Santa Terezinha – 18 doses
- São João Do Rio do Peixe – 84 doses
- São José da Lagoa Tapada – 36 doses
- São José de Piranhas – 78 doses
- São Mamede – 36 doses
- São Miguel de Taipu – 30 doses
- Sapé – 234 doses
- Serra Redonda – 42 doses
- Solânea – 108 doses
- Soledade – 54 doses
- Sousa – 358 doses
- Triunfo – 42 doses
- Uiraúna – 84 doses
- Várzea – 18 doses
Comorbidades prioritárias para vacinação contra a Covid-19:
- Qualquer indivíduo com diabetes;
- Indivíduos com pneumopatias graves, incluindo doença pulmonar obstrutiva crônica, fibrose cística, fibroses pulmonares, pneumoconioses, displasia broncopulmonar e asma grave (uso recorrente de corticóides sistêmicos, internação prévia, por crise asmática);
- Hipertensão Arterial Resistente nos estágios 1,2 e 3, com lesão em órgão-alvo e/ou comorbidade. Quando a pressão arterial (PA) permanece acima das metas recomendadas com o uso de três ou mais anti-hipertensivos, de diferentes classes, em doses máximas; PA entre 140 e 179mmHg e/ou diastólica entre 90 e 109mmHg, na presença de lesão em órgão alvo e/ou comorbidade ou PA sistólica ≥180mmHg e/ou diastólica ≥110mmHg independente da presença de lesão em órgão-alvo (LOA) ou comorbidade;
- Insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida, intermediária ou preservada; em estágios B, C ou D, independente de classe funcional;
- Cor-pulmonale crônico e hipertensão pulmonar primária ou secundária;
- Cardiopatia hipertensiva: hipertrofia ventricular esquerda ou dilatação, sobrecarga atrial e ventricular, disfunção diastólica e/ou sistólica, lesões em outros órgãos-alvo;
- Síndromes coronarianas crônicas (Angina Pectoris estável, cardiopatia isquêmica, pós Infarto Agudo do Miocárdio, outras);
- Valvopatias: Lesões valvares com repercussão hemodinâmica ou sintomática ou com comprometimento miocárdico (estenose ou insuficiência aórtica; estenose ou insuficiência mitral; estenose ou insuficiência pulmonar; estenose ou insuficiência tricúspide, e outras);
- Miocardiopatias de quaisquer etiologias ou fenótipos; pericardite crônica; cardiopatia reumática
- Doenças da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas: aneurismas, dissecções, hematomas da aorta e demais grandes vasos;
- Arritmias cardíacas com importância clínica e/ou cardiopatia associada (fibrilação e flutter atriais; e outras);
- Cardiopatias congênitas no adulto com repercussão hemodinâmica, crises hipoxêmicas; insuficiência cardíaca; arritmias; comprometimento miocárdico;
- Portadores de próteses valvares biológicas ou mecânicas; e dispositivos cardíacos implantados (marca-passos, cardio desfibriladores, ressincronizadores, assistência circulatória de média e longa permanência);
- Doença cerebrovascular – Acidente Vascular Cerebral isquêmico ou hemorrágico; ataque isquêmico transitório; demência vascular;
- Doença renal crônica estágio 3 ou mais e/ou síndrome nefrótica;
- Imunossuprimidos: indivíduos transplantados de órgão sólido ou de medula óssea; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas imunomediadas sistêmicas em atividade e em uso de dose de prednisona ou equivalente > 10 mg/dia ou recebendo pulsoterapia com corticoide e/ou ciclofosfamida; demais indivíduos em uso de imunossupressores ou com imunodeficiências primárias; pacientes oncológicos que realizaram tratamento quimioterápico ou radioterápico, nos últimos seis meses e neoplasias hematológicas;
- Doença falciforme e talassemia maior;
- Obesidade mórbida: índice de massa corpórea (IMC) ≥ 40;
- Síndrome de Down: trissomia do cromossomo 21;
- Cirrose hepática Child-Pugh A, B ou C;
101 mil doses da AstraZeneca
A Paraíba recebeu na madrugada desta quarta-feira (26) mais 101 mil doses de vacinas da AstraZeneca para seguir com a imunização contra a Covid-19.
De acordo com a assessoria de imprensa da SES, as doses serão reservadas para a imunização de trabalhadores de portos e aeroportos (que correspondem a aproximadamente 931 profissionais) e para a sequência das forças de segurança, das pessoas com comorbidade e e das com deficiência.
Os profissionais de portos e aeroportos precisarão ser vacinados principalmente por causa do registro da nova variante indiana da Covid-19 no país, o que os tornam mais expostos à doença.
Fonte: G1PB