
O escritor e jornalista Gilberto Dimenstein morreu aos 63 anos nesta 6ª feira (29.mai.2020), em decorrência de câncer de pâncreas. Lutava contra a doença desde 2019.
Dimenstein fundou o site Catraca Livre em 2008 e escreveu para o jornal Folha de S.Paulo por 28 anos, de 1985 a 2013. No veículo, foi colunista, diretor da sucursal em Brasília, correspondente em Nova York e membro do conselho editorial da publicação, de 1992 a 2013.
Trabalhou como comentarista da CBN e passou pelas redações do Jornal do Brasil, Correio Braziliense, Última Hora e revista Veja.
Em 1994, publicou “O Cidadão de Papel”, que ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de não ficção. O livro fala sobre os direitos da criança e do adolescente no Brasil.
Recebeu também o Prêmio Esso em 1988 e 1989. A premiação foi a maior distinção da profissão enquanto existiu, de 1955 a 2015.
REPERCUSSÃO
Jornalistas consagrados lamentaram a morte de Dimenstein. O Poder360 elenca algumas das despedidas abaixo:
“Conheci Gilberto em meados dos anos 1980, quando trabalhávamos juntos na Folha. Em 1996, tive a honra de herdar a coluna diária “Brasília”, que ele escrevia –e me mudei para a capital do país. Gilberto estava indo para uma temporada de estudos nos EUA. Foi uma grande referência no jornalismo brasileiro. Fez reportagens históricas como “República dos padrinhos” (de 1987) e “A lista da fisiologia” (de 1988), revelando as mazelas da política numa era pré-internet e pré-Lei de Acesso à Informação, quando fazer jornalismo investigativo era muito mais difícil do que nos dias de hoje. Gilberto inspirou uma geração de profissionais de comunicação. Considero 1 privilégio ter convivido com ele. Desejo paz a amigos e familiares neste momento de perda”, disse o diretor de Redação do Poder360, Fernando Rodrigues.
Em suas contas no Twitter, colegas de profissão, como Miriam Leitão (Globo), Rosental Calmon (Knight Center for Journalism in the Americas), Daniel Bramatti (Estadão) e Mônica Waldwogel (GloboNews) lamentaram a perda.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), caracterizou Dimenstein como 1 dos expoentes do jornalismo brasileiro. “Deu voz a atores antes excluídos do debate nacional”, disse.
Fonte: Poder 360